Zema Propõe Privatizações para Equilibrar Déficit em MG
Com rombo de R$ 5,2 bilhões e dívida de R$ 187 bilhões, governador propõe venda de imóveis, federalização de estatais e desinvestimentos para ajustar contas
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, enfrenta um desafio financeiro significativo ao entrar no último ano do seu segundo mandato, com um déficit orçamentário de R$ 5,2 bilhões. A receita do estado totaliza R$ 141,7 bilhões, enquanto as despesas atingem R$ 146,9 bilhões, resultando em um saldo de caixa negativo de R$ 11,3 bilhões ao final de 2025. Além disso, Minas possui uma dívida com a União de R$ 187 bilhões, sendo necessário quitar 20% desse valor para abater juros, conforme o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Em uma recente entrevista, Zema detalhou os esforços do governo para enfrentar essa crise de endividamento. O plano inclui a venda ou repasse à União de 210 imóveis, a federalização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), além da privatização da Copasa e do repasse de participação acionária da Cemig. Essas iniciativas visam não apenas o equilíbrio fiscal, mas também a atração de novos investimentos, fundamentais para o futuro político de Zema.
Zema acredita que a adesão ao Propag melhorará a situação financeira do estado, permitindo a contenção da dívida. Os recursos economizados com juros serão direcionados para áreas essenciais como educação, segurança e infraestrutura, buscando assim elevar a qualidade de vida dos mineiros. É importante ressaltar que a Assembleia Legislativa já aprovou a federalização da Codemig e da Codemge, assim como a privatização da Copasa. No entanto, o projeto de privatização da Cemig enfrenta dificuldades na Assembleia, especialmente em um ano eleitoral, onde muitos deputados estão focados em suas campanhas.
