Tribunal dos EUA Revoga Ação Coletiva contra a Boeing em 2026
Decisão do Tribunal de Apelações impacta acionistas da Boeing após incidentes com o 737 MAX 9, destacando questões de segurança e lucro.
Um tribunal federal de apelação decidiu, nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, revogar a certificação de uma ação coletiva proposta por acionistas da Boeing. Esses acionistas alegavam que a empresa priorizava o lucro em detrimento da segurança e exagerava em seu compromisso com a proteção das aeronaves. Essa questão ganhou destaque após um incidente em janeiro de 2024, quando um painel da cabine se soltou durante um voo de um 737 MAX 9 da Alaska Airlines.
O Tribunal de Apelações do 4º Circuito dos Estados Unidos considerou que os acionistas não conseguiram apresentar uma metodologia convincente para calcular os danos de forma coletiva. Até o momento, os advogados dos acionistas não se pronunciaram sobre a decisão, assim como a Boeing e sua equipe jurídica também não forneceram comentários.
É importante ressaltar que as ações coletivas podem oferecer a possibilidade de indenizações mais significativas, além de serem menos custosas do que processar individualmente. Os acionistas da Boeing acusaram a companhia, localizada em Arlington, Virgínia, de inflar o valor de suas ações ao emitir declarações enganosas após os acidentes trágicos envolvendo dois aviões MAX em outubro de 2018 e março de 2019, que resultaram na morte de 346 pessoas.
Vale lembrar que, em março de 2025, a juíza distrital Leonie Brinkema, em Alexandria, Virgínia, havia decidido que os acionistas que possuíam ações da Boeing entre 7 de janeiro de 2021 e 8 de janeiro de 2024 poderiam prosseguir com uma ação coletiva por danos. Agora, o tribunal de apelações devolveu o caso para sua consideração.
