Solidariedade ao STF: Emendas foram escolhidas sem interferências
Partido reafirma ao STF que emendas parlamentares foram indicadas sem influência externa, destacando a autonomia dos deputados.
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g1 e GloboNews — Brasília
24/08/2026 07h00 Atualizado em 24/08/2026
O Solidariedade comunicou ao STF sobre a escolha de emendas parlamentares, reafirmando que foram feitas sem interferências. No último domingo (23), o ministro Flávio Dino determinou que a Câmara e o Senado considerem nulas as emendas indicadas por presidentes de partidos sem mandato ou ex-parlamentares.
Dino exigiu esclarecimentos do Solidariedade e do Podemos sobre a origem das emendas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. Os demais partidos já se manifestaram, restando apenas essas duas legendas. Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, informou que já enviou a resposta ao STF e que nesta segunda-feira (24) irá reafirmar isso ao gabinete do ministro.
No documento, o partido destaca que é presidido por um deputado federal. A função de dirigente partidário é interna, enquanto a prerrogativa de propor e deliberar sobre emendas está ligada ao mandato eletivo. O partido esclarece que todas as indicações feitas por Paulo Pereira da Silva foram na qualidade de Deputado Federal, limitando-se às emendas de sua titularidade, sem ingerência nas escolhas dos demais parlamentares da bancada.
O parlamentar enfatiza que destinou apenas emendas vinculadas ao seu próprio mandato, sem interferir nas emendas de outros membros. Segundo Dino, indicações feitas por dirigentes não devem ser consideradas para a execução de despesas públicas, uma regra que se aplica também a ex-congressistas. Essas medidas foram adotadas após uma determinação do STF que suspendeu emendas suspeitas ligadas a Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, ambos investigados pela PF por indicações de emendas sem mandato.
