
Reeducandas Aprendem a Denunciar Assédio e Violência de Gênero
Evento do GDF capacita mulheres reeducandas sobre assédio e violência de gênero, promovendo conscientização e canais de denúncia.
Divulgação/CGDF
A Comissão Especial de Combate e Prevenção ao Assédio do GDF realizou, na tarde de 25 de maio de 2026, uma série de palestras focadas na prevenção e no enfrentamento do assédio. O evento foi especialmente voltado para mulheres reeducandas que trabalham no GDF, com o intuito de promover a conscientização, apresentar canais de apoio, discutir mecanismos de defesa e ensinar como identificar situações de assédio ou violência.
Durante a palestra, a presidente da comissão, Michelle Heringer, abordou os diferentes tipos de assédio e enfatizou a necessidade de as mulheres reconhecerem essas situações no ambiente de trabalho. Ela comentou: “A violência pode se manifestar tanto por meio do assédio moral quanto do assédio sexual. O assédio moral inclui situações que causam constrangimento e humilhação, minando o sentimento de pertencimento. Já o assédio sexual envolve qualquer ato de caráter sexual, como uma fala ou um toque indesejado.”
Adalgiza Maria de Medeiros, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos, ressaltou a importância da informação, da educação e dos canais oficiais de denúncia no combate à violência. Ela afirmou: “A violência contra a mulher ainda é muitas vezes naturalizada em nossa sociedade. Garantir acesso à informação e ensinar as mulheres a reconhecerem as formas de violência é crucial.”
Mariana Nunes, promotora de Justiça e ouvidora da mulher no MPDFT, apresentou mecanismos de defesa, como as medidas protetivas e o dispositivo Viva Flor, que oferecem formas de proteção para mulheres que enfrentam ameaças. “É fundamental que as mulheres conheçam seus direitos e busquem ajuda. Nenhuma mulher precisa suportar violência, seja no lar, no trabalho ou nas ruas”, concluiu Mariana Nunes.
Além disso, o Governo do Distrito Federal lançou o site gdfsemassedio.df.gov.br, que oferece informações sobre prevenção e combate ao assédio na administração pública. Os canais de denúncia estão disponíveis pela ouvidoria, pelo site participa.df.gov.br, pelo telefone 162 ou presencialmente em qualquer ouvidoria de órgão público. No Ministério Público do DF e Territórios, as denúncias podem ser feitas através da ouvidoria das mulheres, pelo site mpdft.mp.br/ouvidoria, pelo telefone 127, pelo e-mail ouvidoriadasmulheres@mpdft.mp.br, ou de forma presencial na sede do MPDFT.
