Na noite de 9 de junho de 2026, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de um protesto significativo. O evento foi uma reação a um projeto que havia sido aprovado pelo Senado, o qual suspendeu a validade da Resolução no 258/2024 do Conanda. Essa resolução, que orientava o atendimento humanizado de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, também garantia o aborto legal em casos de gravidez resultante de estupro.
O Protesto e Seus Objetivos
A manifestação teve seu ponto de partida em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguiu pela Avenida até a Praça do Ciclista. Durante o ato, Dafne Sena, que faz parte da Frente Estadual pela Legalização do Aborto, ressaltou que a resolução não introduzia novos direitos, mas sim organizava o acesso ao aborto legal, um aspecto fundamental.
Mobilização Nacional
Este protesto se insere em uma mobilização nacional, com o intuito de reafirmar que o aborto legal é um direito assegurado por lei. Hoje, o aborto é legal nas três situações específicas, incluindo os casos de estupro. Tamires de Sousa Arantes, militante do Coletivo Juntas, chamou a atenção para a gravidade do cenário atual, onde o acesso ao
aborto legal é cada vez mais complicado em diversas cidades.
A Urgência da Causa
O ato não apenas manifestou descontentamento, mas também enfatizou a importância de proteger os direitos já garantidos pela Constituição. Em um contexto alarmante, onde a violência sexual contra meninas é uma realidade preocupante, com dados que revelam que 64 meninas são vítimas desse tipo de violência todos os dias no Brasil, a urgência da causa se torna ainda mais evidente.