Protesto em Lisboa: Soluções Urgentes para a Crise Habitacional
Milhares se reúnem em Lisboa para exigir direitos à habitação e criticar a violência policial após recentes operações.
Na noite de terça-feira, o espaço em frente ao parlamento português se encheu de chaves, casas de cartão e cravos vermelhos, enquanto milhares de manifestantes se reuniram em Lisboa. O motivo? A crise da habitação e a suposta violência policial. Com gritos de “É a nossa morada”, que em português significa “Esta é a nossa casa”, os participantes da manifestação levantaram faixas que demandavam o direito à habitação e criticavam o tratamento dado aos ativistas. A famosa cantora Marisa Liz também se juntou ao protesto, dando voz e visibilidade à causa. Esse ato de resistência aconteceu logo após operações policiais que visavam desmantelar acampamentos de protesto em Lisboa e no Porto. Durante essas ações, houve relatos de uso de bastões e, infelizmente, dezenas de detenções. Os ativistas afirmam que cerca de 60 pessoas ficaram feridas, enquanto a polícia contabilizou apenas sete ferimentos leves. O presidente António José Seguro não hesitou em criticar a violência, pedindo um diálogo construtivo e manifestando sua expectativa em relação aos resultados das investigações. Por outro lado, a polícia defendeu suas ações, argumentando que foram proporcionais à situação. Os manifestantes têm um objetivo claro: pressionar o governo a desistir dos planos que facilitariam os despejos e a revogar os limites impostos às rendas em novos contratos de arrendamento. A luta por moradia digna continua e ressoa nas vozes de todos que se uniram naquele momento.
Atualizado há 10 horas
Enquanto decorria no Parlamento a discussão da proposta de Orçamento de Estado para 2027, do lado de fora da Assembleia da República começaram a chegar largas centenas de pessoas para uma nova manifestação organizada pelos movimentos Casa para Viver e PORTA a PORTA, ao final da tarde de terça-feira.
Antes das 18h30, hora agendada para o início desta manifestação, um forte dispositivo policial já se encontrava no local, com alguns agentes destacados na escadaria da Assembleia da República. O acesso à escadaria também estava vedado, como acontece normalmente em manifestações desta dimensão à frente do Parlamento.
Os manifestantes, em assembleia popular na segunda-feira, aprovaram a montagem de tendas em frente à escadaria do Parlamento, mantendo em aberto a proposta de pernoitar no local. Eles se reunirão para uma nova assembleia popular às 20h00 para novas votações sobre o decorrer dos protestos. Pelas 19h30, ainda nenhuma tenda tinha sido montada à porta da Assembleia da República.
As lojas e restaurantes nas imediações receberam indicações da Polícia Municipal para encerrar às 18h00. O trânsito foi cortado pela polícia de trânsito minutos antes das 18h30, e um dos últimos veículos a circular na rua de São Bento foi um autocarro da Carris, cujo motorista buzinou em solidariedade aos manifestantes.
A cantora portuguesa Marisa Liz, vocalista dos Amor Electro, juntou-se à manifestação e atuou num palco improvisado, como tem sido hábito nos protestos das últimas semanas, onde vários artistas têm participado.
