Presidente do TSE discute critérios de pesquisa eleitoral com especialistas
Encontro entre TSE e institutos de pesquisa visa padronizar critérios de levantamentos eleitorais após polêmicas recentes.
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Na manhã desta terça-feira, 14 de julho de 2026, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúnem com representantes de institutos de pesquisa eleitoral, a convite do presidente da corte, Kassio Nunes Marques. O objetivo desse encontro é discutir orientações sobre as pesquisas de intenção de voto. Vale lembrar que esse evento ocorre um mês após Nunes Marques ter suspendido uma pesquisa do Instituto AtlasIntel. Essa suspensão foi provocada por uma ação do PL, que alegou que a pesquisa induzia respostas relacionadas a conversas vazadas entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O julgamento deste caso no plenário do TSE foi interrompido e está programado para ser retomado em agosto, logo após o recesso judiciário. Além dos ministros, a reunião contará com a presença do vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa. A maioria das empresas convidadas será representada por uma advogada da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP).
A cientista política Gabriela Rollemberg expressa sua expectativa de que esse encontro possa ajudar a “pacificar os critérios de coleta de dados em ambiente digital”. Ela também destaca a importância de evitar novas disputas judiciais. É importante ressaltar que mudanças na regulamentação das pesquisas eleitorais podem ser interpretadas como uma interferência do Judiciário na liberdade de expressão.
As pesquisas estão sob a regulamentação da Lei de Eleições, bem como da resolução nº 23.600 de 2019 do TSE, que passou por atualizações neste ano. A jurisprudência do tribunal, por sua vez, defende que a intervenção do Judiciário deve acontecer apenas em situações de fraude ou manipulação.
Em maio, a AtlasIntel teve sua pesquisa suspensa após alegações de que o questionário estava direcionado a respostas negativas, algo que o instituto negou. Na ocasião, Nunes Marques apontou indícios de indução que comprometeram a metodologia da pesquisa, o que resultou na exigência de documentação técnica do instituto para comprovar a regularidade de seus métodos.
