PF Investiga R$ 2 milhões em Emendas de Filme do Ex-Presidente
Operação da Polícia Federal busca esclarecer desvios de recursos públicos em emendas parlamentares ligadas à produtora de 'Dark Horse'.
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Na manhã de hoje, 10 de setembro de 2026, a Polícia Federal (PF) desencadeou uma operação significativa relacionada a suspeitas de desvios de recursos públicos. Essa ação investiga o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares feitas pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) para organizações que têm vínculos com a produtora do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A PF está cumprindo 49 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As buscas estão sendo realizadas em diversos locais, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e o Distrito Federal.
Informações reveladas durante a apuração indicam que o celular de Mário Frias foi apreendido durante a operação, um passo que pode trazer mais clareza ao caso. A TV Globo tentou entrar em contato tanto com Mário Frias quanto com a defesa de Karina Ferreira da Gama, mas até o momento não obteve retorno.
Em uma manifestação enviada ao STF em maio, Frias negou que as emendas destinadas a ONGs ligadas à produtora do filme de Bolsonaro tivessem sido para financiar qualquer produção cinematográfica. A PF investiga a possibilidade de que uma organização criminosa, composta por agentes públicos e privados, esteja envolvida na distribuição irregular desses recursos, sem comprovar a prestação dos serviços.
As investigações apontam que as tentativas de ocultar os desvios de recursos podem ter continuado até julho deste ano. A origem do caso remonta a um pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) ao STF, que solicitou a apuração dos repasses de emendas destinadas a essas organizações ligadas à produtora do filme.
Em 21 de março, o ministro Flávio Dino requisitou que Mario Frias se manifestasse sobre as alegações em um prazo de cinco dias. No entanto, a intimação não foi concluída. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça tentou, sem sucesso, localizar Frias no gabinete parlamentar para entregar a intimação.
Com as tentativas frustradas, Flávio Dino ordenou que a Câmara dos Deputados fornecesse os endereços de Frias em Brasília e São Paulo. Na semana seguinte, novas tentativas do oficial de Justiça para contatar o deputado também falharam.
Paralelamente, no dia 15 de abril, Dino deu início a uma investigação preliminar para averiguar a destinação das emendas parlamentares de deputados do PL a ONGs ligadas à produtora do filme 'Dark Horse'. Em 25 de maio, Frias se pronunciou ao STF, negando que tivesse destinado emendas para financiar o filme.
O desenrolar dessa situação certamente continuará a ser acompanhado de perto.
Atualizado há menos de 1 hora
Documentos revelados hoje indicam que Marcello de Oliveira Lopes, ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, enviou R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse'. A operação de busca e apreensão, autorizada pelo ministro Flávio Dino, também proibiu Mario Frias de deixar o país. Lopes, em nota, afirmou que sua participação no filme é um investimento empresarial legal e negou irregularidades.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, também está sob investigação da Polícia Federal em um inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça do STF. As suspeitas incluem lavagem de dinheiro e corrupção relacionadas ao financiamento do filme 'Dark Horse'. A investigação foi motivada por repasses feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com suspeitas de que parte dos recursos não tenha sido usada no filme. Além disso, a Polícia Civil de São Paulo investiga um contrato de R$ 150 milhões entre a Go Up Entertainment e a prefeitura para instalação de pontos de wi-fi, com suspeitas de desvios. O ministro Flávio Dino autorizou medidas cautelares contra Mario Frias, incluindo a proibição de deixar o país.
