PF Identifica Seis Diretores do BRB em Fraude no Banco Master
Novas evidências revelam a participação de diretores do Banco de Brasília em gestão fraudulenta, ampliando as investigações da Polícia Federal.
Data e Hora Atual: 11/09/2026, 14:12:08
Criação de Novo Post: Atualização sobre a Investigação do Banco de Brasília
Data de Publicação Original: 11/09/2026, 17:10
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No que diz respeito à investigação da Polícia Federal (PF), novos desdobramentos estão surgindo. Além do ex-CEO Paulo Henrique Costa, que se encontra preso, outros membros da alta cúpula do Banco de Brasília (BRB) também foram identificados como possíveis envolvidos em práticas de gestão fraudulenta, especialmente em relação à aquisição de carteiras do Banco Master. A suspeita é de que Costa tenha recebido propina através de imóveis, em troca de favores para o Master dentro da instituição distrital.
A inclusão de outros diretores no caso já era uma possibilidade levantada anteriormente. Em agosto, o jornal Valor noticiou que a PF havia encontrado novos suspeitos ligados ao BRB e solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma prorrogação de 60 dias para aprofundar as investigações. Em uma assembleia ocorrida no mesmo mês, o BRB decidiu acionar a Justiça contra ex-administradores que teriam se envolvido em operações irregulares, sem, no entanto, divulgar os nomes.
Na época, o banco destacou que essa ação tem como objetivo proteger os interesses dos acionistas, buscando um eventual ressarcimento pelos danos causados ao patrimônio da instituição.
Com a retirada do sigilo de parte das investigações, um laudo da PF revelou a identidade de outros suspeitos além de Costa. Entre eles estão: Cristiane Maria Lima Bukowitz, responsável pela gestão de pessoas; Dario Oswaldo Garcia Júnior, que atuava nas finanças e controladoria; Luana de Andrade Ribeiro, encarregada de controle e riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira, que cuidava do atacado e governo; José Maria Correa Dias Junior, diretor de tecnologia; e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, que atuava na área jurídica.
A maioria desses diretores tinha poder de voto nas deliberações que culminaram na compra das carteiras do Master. O único que não participou ativamente das votações foi Melo, que, como diretor jurídico, estava presente apenas para registrar as atas. Logo após a deflagração da Operação Compliance Zero, Júnior e Costa foram afastados de seus cargos.
O laudo da PF explica que, no que se refere à participação individual, Costa, Bukowitz, Júnior, Ribeiro, Oliveira e Dias Junior estavam diretamente vinculados, dentro dos limites de sua presença e direito de voto, às deliberações que mantiveram a estratégia em quatro aspectos examinados: deficiência de instrução, restrição de alçadas, decisões tomadas após alertas de liquidez e escolhas feitas após relatórios do grupo de trabalho.
Curiosamente, não foram registrados votos contrários ou abstenções durante essas deliberações. Já Melo não pode ser considerado um aprovador, visto que as atas o mencionam como ausente ou sem direito a voto.
Em resumo, o documento da PF elenca os indícios que sugerem a prática de gestão fraudulenta pelos administradores. “Existem elementos técnicos e documentais suficientes, convergentes e materialmente relevantes que permitem concluir, sob a perspectiva pericial, que o processo de aquisição das carteiras do Banco Master foi conduzido de maneira inadequada”, conclui o laudo.
