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Orçamento Secreto: Investigação Impactante de R$ 125 milhões
Ministro do STF bloqueia bens de políticos e investiga o uso do Orçamento Secreto, levantando questões sobre transparência e corrupção.
Jornal Nacional/ Reprodução
Na última semana, o ministro do STF Flávio Dino tomou uma decisão impactante: bloqueou R$ 125 milhões em bens de líderes políticos que não estão mais no exercício de mandato. Essa medida trouxe à luz um possível esquema relacionado à destinação de verbas públicas, envolvendo figuras de destaque no Congresso.
As investigações da Polícia Federal (PF) buscam esclarecer um ponto crucial: será que o Orçamento Secreto deu origem a novas formas de esconder a distribuição de recursos? É importante lembrar que esse mecanismo foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022. O que se investiga agora é se o dinheiro público ainda está sendo utilizado para favorecer interesses políticos, especialmente por meio de emendas parlamentares.
Entre os nomes que estão sob investigação, destacam-se o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Mensagens obtidas pela PF revelam Cunha gerenciando planilhas e direcionando milhões de reais para suas bases eleitorais em Minas Gerais. Isso levanta questionamentos sobre a responsabilidade que pesa sobre as emendas parlamentares, especialmente com a atual presidência da Câmara, de Hugo Motta (Republicanos-PB), também sendo analisada de perto.
Um estudo da Transparência Brasil traz à tona um dado alarmante: quase metade dos recursos das emendas do Republicanos foi destinada à Paraíba, o que é o reduto político de Motta. Na prática, isso levanta uma série de discussões sobre como o poder sobre o Orçamento da União ainda está concentrado em poucas mãos, desconsiderando a transparência que a legislação exige.
O podcast O Assunto, conduzido por Natuza Nery, explora essas questões, refletindo sobre o que realmente está em jogo neste cenário político.
