Nova Fase da Operação Carbono Oculto em SP: Investigação Avança

A terceira fase da Operação Carbono Oculto, iniciada em 24/09/2026, investiga lavagem de dinheiro e conexões com grandes distribuidoras de combustíveis.

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deu início na manhã de hoje, 24 de setembro de 2026, à terceira fase da Operação Carbono Oculto. As investigações, que contam com o suporte da Polícia Federal, focam em uma complexa estrutura de lavagem de dinheiro que, segundo as autoridades, facilita a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil.

As autoridades suspeitam que uma rede criminosa foi criada para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira, utilizando fintechs para movimentar financeiramente essa organização. Isso levanta sérias questões sobre a legitimidade dessas operações. Uma transação relacionada à usina foi identificada, totalizando aproximadamente R$ 370 milhões, realizada por meio de uma estrutura montada pelos criminosos para dar aparência de legalidade, dificultando a identificação dos reais beneficiários.

Entre os alvos das investigações estão executivos de um banco e de empresas, incluindo a Entre Investimentos, cujo proprietário, Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, possui conexões com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, atualmente preso por fraudes no sistema financeiro.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou sobre o caso, afirmando que "a Entre é uma administradora de recursos que também funcionou como um meio de ocultação e lavagem de dinheiro, permitindo que essa usina, que já pertencia a organizações criminosas, pudesse adquirir uma distribuidora de combustíveis. Isso oculta a verdadeira propriedade de quem realmente comprou essa distribuidora, a qual já foi fechada por decisão judicial e por órgãos competentes."

Além disso, Durigan destacou que, com as investigações da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo, foi possível identificar que a Entre "recebe dinheiro do crime organizado e contribui para a ocultação de patrimônio. Isso faz com que não apenas uma usina de etanol, mas também uma distribuidora de combustíveis, atuem no mercado em condições muito desleais em relação ao setor formal."

Na prática, esta terceira fase da Operação Carbono Oculto revelou uma movimentação financeira impressionante, totalizando R$ 11 bilhões, evidenciando as diversas camadas que essa "lavanderia" financeira criou dentro do nosso sistema.

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