Moretti Anuncia Ajustes Orçamentários para Desenrola 3.0

Ministro do Planejamento confirma remanejamento de R$ 15 bilhões para viabilizar programa de renegociação de dívidas e garantir conformidade fiscal.

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26/09/2026 09h49
Atualizado 1 hora atrás
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Hoje, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou que o governo está se preparando para fazer um remanejamento nas despesas do orçamento do próximo ano, com o intuito de viabilizar o Desenrola 3.0, tudo isso sem infringir as regras fiscais. O custo máximo previsto para esse programa é de R$ 15 bilhões, que será contabilizado como despesa primária. Para equilibrar essa conta, haverá uma redução em outras áreas do orçamento.

“Estamos falando de um remanejamento entre rubricas; não haverá aumento global de despesa”, destacou Moretti em uma coletiva de imprensa, realizada logo após a assinatura da medida provisória que estabelece a terceira fase do programa voltado para a renegociação de dívidas de pessoas físicas.

Embora haja um impacto primário, o ministro garantiu que tudo estará em conformidade com o arcabouço fiscal e o limite de gastos. “Estamos totalmente dentro das nossas regras fiscais; não há qualquer exceção”, enfatizou.

Além disso, Moretti mencionou que, embora o leilão para a compra das carteiras de crédito esteja sendo preparado para este ano, com previsão de acontecer em novembro, o desembolso para essa aquisição efetiva ocorrerá apenas em 2027. O governo, segundo ele, ajustará as peças orçamentárias com antecedência para incluir a execução do programa.

O governo federal projeta um gasto de R$ 15 bilhões com essa nova iniciativa, valores que serão contemplados nos Orçamentos de 2027 e 2028. O programa oferecerá a possibilidade de comprar débitos com desconto de até 90%, além de permitir a retirada dos nomes de inadimplentes dos cadastros de restrição e a renegociação direta com o Tesouro Nacional.

Ao justificar a implementação do Desenrola 3.0, Moretti ressaltou que o orçamento público é, essencialmente, uma ferramenta de escolhas e prioridades. Ele argumentou que o Executivo decidiu enfrentar o que considera ser “o problema central da sociedade brasileira”: o alto comprometimento da renda das famílias com dívidas. Ele também mencionou que essa situação está diretamente ligada à expansão das bets, que foram proibidas nesta sexta-feira.

De acordo com o ministro, o governo formalizará ajustes na proposta orçamentária para garantir espaço para o Desenrola 3.0, à medida que o volume do primeiro leilão se tornar mais claro. O valor a ser reservado dependerá do interesse das instituições financeiras e do deságio mínimo de 90% previsto na medida provisória.

A União poderá adquirir até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis, repassando o desconto diretamente aos devedores. Com um deságio mínimo de 90%, o custo máximo de aquisição das carteiras pela União estará limitado a R$ 15 bilhões. Estimativas do governo indicam que até 15 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas nesta nova fase. O ministro do Planejamento expressou a confiança da equipe econômica de que o programa será um sucesso.

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