Montenegro Critica PS e Esquerda pela Crise Habitacional

Em meio a protestos por habitação em Portugal, primeiro-ministro defende atuação policial e critica a esquerda por legado de crise estrutural.

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O primeiro-ministro Luís Montenegro quebrou o silêncio sobre os protestos por habitação em Portugal, após mais de uma semana sem declarações. Sua fala ocorreu no mesmo dia em que o Presidente da República, António José Seguro, se posicionou sobre os incidentes na Praça do Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto. Seguro decidiu se manifestar após críticas de diversos setores políticos que o acusaram de omissão. Durante o debate sobre o Orçamento de Estado, Montenegro defendeu a atuação da polícia nas cidades, criticando a esquerda pela 'crise estrutural' na habitação, que, segundo ele, foi deixada pelo governo anterior. Ele destacou que o direito de reunião deve se conformar com a lei e a segurança pública, elogiando a atuação da PSP. Montenegro reconheceu que as manifestações refletem uma crise habitacional que não é recente e criticou a falta de construção de casas nos últimos anos. Ele questionou como a esquerda pode culpar uma nova legislação que ainda não foi aprovada, lembrando que a crise foi legada há dois anos e meio. O primeiro-ministro reiterou sua expectativa de que os partidos não criem instabilidade em um momento que não reflete a vontade da sociedade portuguesa.

Atualizado há 4 horas

Na sua declaração ao país sobre a habitação, Luís Montenegro anunciou que falou com os dois maiores partidos da oposição, convidando-os para reuniões de forma a discutirem o setor. Os encontros com André Ventura e José Luís Carneiro começam na quinta-feira para que estes possam apresentar as suas ideias e propostas, de forma a desenvolver medidas para colmatar o que considera ser "um dos principais desafios que se colocam às famílias e cidadãos portugueses".

Em São Bento, o primeiro-ministro português relembrou o trabalho do atual executivo na Habitação, nomeadamente junto dos mais jovens, recordando medidas como o IRS jovem, a isenção de IMT, do Imposto do Selo e de emolumentos na primeira habitação própria e permanente, e ainda a Garantia Pública. "Com estas medidas, mais de 130 mil jovens compraram a sua primeira casa em Portugal e 40 mil obtiveram crédito bancário a 100%", afirmou o primeiro-ministro.

Luís Montenegro, que lembrou ainda o investimento público para a Habitação. "Já entregámos 32 mil novas habitações, número superior ao inicialmente previsto no PRR", afirmou, reconhecendo que existe um problema entre a oferta e a procura. "Não é possível construir casas de um dia para o outro", afirmou.

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