
Ministério da Justiça mantém sigilo de 100 anos sobre visitas a Vorcaro
Decisão visa proteger dados pessoais de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em meio a investigações envolvendo políticos e crimes internacionais.
Reprodução/Esfera Brasil)
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, decidiu manter em segredo por 100 anos os registros de visitas de Daniel Vorcaro, que esteve detido por três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Esta decisão, confirmada pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, foi fundamentada na proteção de dados pessoais que dizem respeito à intimidade e à vida privada do ex-dono do Banco Master.
Esse desdobramento surge após a análise de um recurso apresentado pela coluna, com base na Lei de Acesso à Informação. É importante lembrar que uma investigação foi aberta em abril, após um senador associar o petista a crimes atribuídos a Nicolás Maduro. Durante sua detenção, Vorcaro permaneceu na Superintendência da PF enquanto tentava negociar um acordo de colaboração premiada, processo que se estendeu até março deste ano. Após duas tentativas sem sucesso, ele foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde Jair Bolsonaro também cumpria pena em regime fechado.
O pedido para acessar a lista de visitantes durante esse período surgiu após rumores de que a frequente visita de advogados ligados a políticos a Vorcaro estava gerando desconforto entre os investigadores da PF. Em sua negativa, o Ministério da Justiça argumentou que a solicitação para essas informações ia além da simples identificação de atos administrativos, podendo revelar detalhes sobre a vida privada dos envolvidos, incluindo laços familiares, afetivos, sociais ou profissionais com a pessoa em custódia.
