Mendonça Libera Detalhes das Investigações do Banco Master

Mendonça Libera Detalhes das Investigações do Banco Master

Decisão do STF traz novos elementos sobre o caso do Banco Master e suas conexões políticas, incluindo investigações sobre Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner.

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Rosinei Coutinho/STF

Título: Levantamento de Sigilo Revela Novos Detalhes do Caso Master

Na manhã desta quinta-feira, 11 de setembro de 2026, às 06h05, o ministro André Mendonça tomou uma decisão significativa ao retirar o sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master, que estão em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa ação, motivada por um pedido do presidente do STF, Edson Fachin, permite que parte dos documentos do caso se tornem públicos.

Entre os materiais agora acessíveis, encontram-se apurações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No entanto, vale ressaltar que algumas partes das investigações ainda permanecem sob sigilo, incluindo apurações ligadas ao filme "Dark Horse" e a conexão do senador Jaques Wagner com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

O filme "Dark Horse" ganhou destaque recentemente, especialmente após o site Intercept Brasil divulgar conversas entre Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência, e Daniel Vorcaro. Nas trocas, Flávio solicitava recursos para financiar a produção cinematográfica, e Vorcaro, de fato, contribuiu com R$ 61 milhões por meio de um fundo nos Estados Unidos. Segundo informações do mesmo site, Flávio teria negociado um repasse de US$ 24 milhões, o que corresponderia a aproximadamente R$ 134 milhões na época, para viabilizar a produção que retratava Jair Bolsonaro.

Além disso, os investigadores também examinaram a relação do senador Jaques Wagner com o banqueiro Augusto Lima, que é objeto de investigação por supostas fraudes financeiras. A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre Wagner e Lima, levantando questões sobre possíveis interesses políticos do senador em favor do Banco Master. Em troca, Wagner teria recebido benefícios indevidos, como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, além de repasses a empresas vinculadas a seus familiares.

A crise no STF, que envolve Mendonça e Moraes, teve início a partir das decisões relacionadas ao caso Master, englobando também figuras como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, mais tarde, o ministro Flávio Dino.

Esse contexto revela a complexidade das investigações e os desdobramentos políticos que surgem a partir delas. É um lembrete de como o sistema financeiro e político pode se entrelaçar de maneiras inesperadas e, por vezes, problemáticas.

Atualizado há 2 horas

A decisão de Mendonça, que atende ao pedido de Edson Fachin, resultou na liberação de 15 procedimentos relacionados ao caso, mantendo em segredo apenas o material que possa comprometer futuras diligências. A ordem do presidente do STF ocorreu após uma grave crise interna, marcada pela revelação de supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Recentemente, Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, mas suas decisões foram suspensas pelo ministro Flávio Dino, que restituiu os diretores a seus cargos. Fachin, por sua vez, anulou as ações de Dino e Mendonça, agendando para o dia 15 de setembro a análise do processo envolvendo Moraes no plenário.

Atualizado há 1 hora

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

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