Mauro Vieira e EUA debatem tarifas em evento da OCDE
O evento da OCDE em Paris contará com a presença de Mauro Vieira e do representante comercial dos EUA, destacando a iminente taxa de 25% sobre exportações brasileiras.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará de um importante evento da OCDE em Paris na próxima quarta-feira. O embaixador Jamieson Greer, representante dos interesses comerciais dos EUA, também estará presente. Alckmin destacou uma questão crucial: a nova taxa de 25% sobre as exportações brasileiras para os EUA entrará em vigor em 15 de julho, a menos que haja uma revisão antes dessa data.
O governo está promovendo consultas públicas e uma audiência no dia 6 de julho, com o intuito de dialogar e ouvir as preocupações da iniciativa privada americana. O vice-presidente enfatizou a importância de manter um diálogo contínuo para tentar reverter essa tarifa proposta.
Além disso, Alckmin elogiou o sistema de pagamentos Pix, ressaltando sua relevância para o comércio. Ele também sublinhou a necessidade de um tratamento justo para as empresas estrangeiras que operam no Brasil. Em outro momento, o vice-presidente abordou questões relacionadas ao combate à corrupção e à balança comercial, que atualmente é favorável aos EUA. Ele considerou descabida a recomendação de tarifas adicionais e reafirmou que o governo buscará soluções através do diálogo, mesmo diante dos desafios internos que se apresentam.
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Alckmin classificou como "extremamente injusta" e "totalmente descabida" a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob a chamada Seção 301. O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está empenhado em reverter essa recomendação antes de sua formalização.
Em uma entrevista coletiva em Brasília, Alckmin defendeu o sistema de pagamentos Pix, criado pelo Banco Central do Brasil, afirmando que ele é um "patrimônio nacional" e não deve ser incluído nas negociações com os EUA, pois "não prejudica ninguém e é altamente benéfico à população brasileira". Ele também destacou que o Pix é uma conquista tecnológica para a sociedade e economia brasileiras.
O vice-presidente também rebateu os argumentos de Washington sobre o desequilíbrio nas transações comerciais, afirmando que a balança comercial é "amplamente favorável" aos EUA, com um superávit de US$ 40 bilhões no ano passado. Alckmin apontou o protecionismo do governo Trump em setores como o do açúcar, onde o Brasil enfrenta uma sobretaxa de 80% sobre o excedente de uma cota de 150 mil toneladas.
Sobre a prática de desmatamento ilegal citada pelos EUA, Alckmin destacou os avanços do Brasil na agenda climática, mencionando a maior queda de desmatamento recente, especialmente na Amazônia, onde houve uma redução de mais de 50%. Ele reafirmou o compromisso do Brasil de zerar o desmatamento ilegal até 2030.
