Mario Frias: Ator, Deputado e Investigado pela PF em 2026
Entenda a investigação da PF sobre Mario Frias, deputado e produtor do filme 'Dark Horse', em meio a polêmicas envolvendo recursos públicos.
Data de publicação original: 10/09/2026, 12:00
Mario Frias, ator e deputado federal pelo PL de São Paulo, está no centro da operação chamada Make Up. Deflagrada nesta quinta-feira, 10, pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), a operação investiga possíveis irregularidades relacionadas ao uso de emendas parlamentares e recursos públicos. As investigações envolvem entidades e empresas que teriam vínculos com a produtora do filme 'Dark Horse', onde Frias atua como roteirista e produtor-executivo, narrando a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além dessa investigação, Frias enfrenta outro inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro André Mendonça, que apura os repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a destinação desses recursos.
Nascido no Rio de Janeiro em 9 de outubro de 1971, Mario Luís Frias construiu uma carreira que abrange televisão e política. Ele ganhou notoriedade como galã no final dos anos 1990, especialmente na TV Globo, com papéis memoráveis em 'Malhação'. Sua trajetória incluiu produções de sucesso como 'As Filhas da Mãe', 'O Beijo do Vampiro' e 'Senhora do Destino', além de experiências como apresentador no programa 'O Último Passageiro', na RedeTV!.
A transição para a política ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro. Em junho de 2020, Frias assumiu a Secretaria Especial da Cultura, cargo que ocupou até 2022, estabelecendo laços com o grupo político do ex-presidente e posicionando-se como defensor de Bolsonaro nas redes sociais.
Em 2022, Frias deixou o mundo artístico para se candidatar à Câmara dos Deputados, sendo eleito com 122.564 votos e assumindo seu mandato em 2023. Atualmente, ele retoma sua atuação no setor audiovisual e é um dos responsáveis pela produção de 'Dark Horse', que conta com a participação do ator norte-americano Jim Caviezel. Contudo, o financiamento do filme passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de mensagens entre Frias e o ex-banqueiro Vorcaro, que indicam um repasse de aproximadamente R$ 61 milhões ao projeto, contradizendo declarações anteriores do deputado sobre a inexistência de suporte financeiro do banqueiro.
