Lula Participa da Assembleia Geral da ONU em Nova York
O presidente brasileiro se junta a líderes globais para discutir temas cruciais na 81ª Assembleia Geral da ONU, marcada por encontros significativos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo, 20 de setembro de 2026, rumo aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece em Nova York. Na programação, além da Assembleia, Lula tem um encontro agendado com o prefeito de Nova York, Zohron Mamdani, e uma reunião breve com o secretário-geral da ONU, António Guterres. A expectativa é que esses encontros ajudem a fortalecer os laços entre o Brasil e os Estados Unidos, embora o presidente tenha recebido pelo menos 30 pedidos de reuniões bilaterais com outros chefes de Estado. Contudo, devido à agenda apertada e questões logísticas de segurança, ele deve conseguir atender apenas a alguns desses pedidos. Outro ponto interessante é a possibilidade de um encontro entre Lula e Donald Trump nos corredores da ONU. O presidente americano também estará presente e, por coincidência, fará seu discurso logo após o de Lula, que, por tradição, é o primeiro chefe de Estado a se pronunciar na Assembleia, mantendo essa tradição desde 1955. A 81ª Assembleia Geral da ONU, cujo tema é “Restaurando a confiança e administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”, será presidida pelo chanceler de Bangladesh, Khalilur Rahman. Após concluir sua agenda em Nova York, Lula retornará ao Brasil. Entretanto, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá na cidade durante a semana para participar de uma série de compromissos em nome do país. A delegação brasileira também estará presente nas reuniões do Conselho de Segurança da ONU, incluindo uma dedicada à situação na Palestina, além de eventos sobre direito internacional e outros assuntos relevantes da agenda multilateral. Entre os membros da delegação brasileira, a expectativa é que Lula reforce as linhas tradicionais da política externa do Brasil. Diplomatas que acompanham o presidente afirmam que ele pretende apresentar iniciativas brasileiras e compartilhar a visão do Brasil sobre o cenário internacional. O combate ao crime organizado e a cooperação internacional também são pautas importantes na agenda de Lula na ONU. Os assessores do presidente indicam que ele deve destacar as ações tomadas pelo Brasil e a relevância da colaboração entre nações, evitando direcionar seu discurso especificamente a Trump ou ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, Lula deve dedicar parte de seu discurso na terça-feira para enviar mensagens a outros líderes globais, abordando questões de soberania e democracia, mas sem mencionar nomes específicos. A ideia é criticar o que considera problemático no panorama internacional, mantendo o foco em princípios que considera fundamentais.
Atualizado há 1 hora
No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais. Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.
