Lula Defende Independência do Brasil em Inteligência Artificial
Em ato político, Lula reafirma compromisso do Brasil com a autonomia em IA, criticando dependência de potências como EUA e China.
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Data e Hora Atual: 05/09/2026, 14:18:01
Data de Publicação Original: 05/09/2026, 17:10
Neste sábado, 5 de setembro de 2026, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), expressou sua determinação de que o Brasil não deve depender de países como China e Estados Unidos para avançar no campo da inteligência artificial (IA).
Durante um ato político em São José do Rio Preto, Lula mencionou que o presidente americano, Donald Trump, tem planos de acabar com o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix.
No entanto, ele se mostrou otimista ao afirmar que terá a oportunidade de discutir o assunto com Trump em um encontro na Organização das Nações Unidas (ONU). Importante ressaltar que o Brasil será responsável pela abertura da Assembleia Geral da ONU, marcada para o dia 22 de setembro, em Nova York.
O presidente destacou que o desenvolvimento de qualquer nação está profundamente ligado ao investimento em educação. Ele recordou que, em 2003, apenas 5 milhões de brasileiros tinham ensino superior completo, um número que saltou para 25,5 milhões nos dias atuais. “E agora nós vamos investir mais.
Agora nós queremos dominar essa história de inteligência artificial. Eu não quero depender da China nem dos Estados Unidos. Queremos inteligência artificial em português”, declarou.
Lula também enfatizou a importância de avançar na revolução digital em um possível próximo governo. Ele mencionou que o Gov.Br já conecta 178 milhões de brasileiros.
“Estamos quase alcançando toda a população brasileira com informação. E um exemplo disso é que o presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Mas eu vou para a ONU e vou dizer para ele: 'Trump, faça um Pix e você verá o quanto será benéfico uma economia digitalizada'”, acrescentou.
O presidente criticou adversários que, segundo ele, divulgam mentiras e não apresentam propostas concretas para o futuro do país. Ele observou que seu oponente se queixa do custo de vida, mas lembrou que os preços dos alimentos aumentaram significativamente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
“O custo de vida nos quatro anos do meu adversário foi de 56,17%. No governo passado, a inflação dos alimentos também foi de 56,17%. No meu governo, nos quatro anos, foi de apenas 13,6%”, disse Lula.
Lula enfatizou que olhar para o futuro significa acabar com a fila do INSS, corrigir o salário mínimo acima da inflação e alcançar o menor índice de desemprego da história. “Estou há muito tempo investindo no futuro deste país.
Aqui em São Paulo, dos 58 institutos federais, 48 foram criados por mim e pela Dilma [Rousseff]”, afirmou. Ele pediu apoio para que Fernando Haddad (PT) seja eleito governador de São Paulo no primeiro turno.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), durante seu discurso, fez um paralelo entre o governo Bolsonaro e o caso do Banco Master. “Eles queriam dar um golpe de Estado, e quem tem vocação para isso acaba se envolvendo em escândalos como o do Banco Master”, observou.
Alckmin também destacou que mais de 700 mil pessoas perderam a vida na pandemia de covid-19 devido ao que considerou um descaso com a vida humana por parte do governo Bolsonaro.
