Lula Critica Transição para Redução da Jornada de Trabalho
Em entrevista, presidente defende a redução imediata da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, destacando a importância da votação na Câmara.

Nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou suas opiniões em uma entrevista ao programa Sem Censura, transmitido pela TV Brasil. Ele abordou um tema bastante debatido: a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além do fim da escala 6x1, que exige que o trabalhador atue por seis dias seguidos, recebendo apenas um dia de descanso. Lula argumentou fortemente a favor de que essa mudança ocorra de forma imediata, sem a redução de salários. "Defendemos que a redução seja feita de uma vez. E ponto final. Claro que não temos o poder de aprovar tudo que desejamos, então precisamos negociar", afirmou ele.
O presidente também mencionou que, no início da próxima semana, haverá uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir as possibilidades de votação desse assunto. Vale ressaltar que a comissão especial que está analisando a proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara adiou a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates, para a próxima segunda-feira, dia 25. A expectativa é que a votação no colegiado ocorra na quarta-feira, dia 27, com a análise no plenário prevista para o final da semana.
A proposta, além de reduzir a jornada, também prevê a eliminação da escala 6x1, estabelecendo no máximo a escala 5x2, garantindo ao menos dois dias de descanso semanal remunerado. Para Lula, é fundamental que a votação ocorra, e ele destacou que aqueles que se opuserem ao projeto devem ter coragem de se manifestar. "Não podemos aceitar passar quatro anos fazendo meia hora de redução por ano. O projeto de lei está aí; quem quiser votar contra, que vote. Mas vamos mostrar ao povo quem é quem neste país. O fato é que isso trará benefícios para a saúde e a educação", ressaltou o presidente.
Durante a mesma entrevista, Lula destacou que o governo está comprometido em manter o controle sobre os preços dos combustíveis e defendeu uma fiscalização rigorosa contra reajustes abusivos. Além disso, ele fez um apelo para que o Senado vote rapidamente a PEC da Segurança Pública e prometeu vetar um projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante as eleições.
