
Luís Neves Defende Ação Policial em Lisboa e Porto Após Protestos
Ministro da Administração Interna elogia atuação da polícia em desmobilização de acampadas em Lisboa e Porto, destacando a importância da ordem pública.
Reprodução Redes Sociais
O governo português expressou apoio à atuação policial que, na madrugada do dia 20 de outubro de 2026, desmobilizou manifestantes acampados em Lisboa e no Porto. Esses protestos eram uma resposta à grave crise de habitação que afeta as duas cidades.
Luís Neves, responsável pela pasta da administração interna, defendeu a ação policial que encerrou as acampadas, ressaltando que os agentes tentaram todas as possibilidades de diálogo antes de tomar a decisão de agir. A operação começou às 5h45 e resultou em 55 detidos e dois feridos na capital. Todos os detidos foram libertados, mas deverão se apresentar ao Tribunal de Pequena Instância na quarta-feira.
Em uma coletiva de imprensa, onde participou de uma feira sobre segurança em Lisboa, Neves enfatizou que “a lei neste país deve prevalecer” e deixou claro que quaisquer movimentos extremistas serão prontamente reprimidos. “O direito à manifestação é legítimo, constitucional e garantido há décadas. É um direito fundamental que permite às pessoas expressarem suas preocupações, especialmente sobre um tema tão crucial como a habitação. No entanto, não podemos permitir que extremistas se infiltrem nesses movimentos”, alertou o ministro.
Neves também comentou que, sempre que houver desrespeito à lei, as autoridades do Estado agirão. “Se acham que podem trazer violência ao nosso país, estão enganados. A nossa polícia responderá com a força necessária”, declarou.
Em um comunicado que saiu pouco antes das declarações de Neves, o Ministério da Administração Interna (MAI) elogiou o “profissionalismo” da Polícia de Segurança Pública (PSP) e reiterou a confiança do governo em seus agentes. “A PSP agiu com calma e profissionalismo, e quero, em nome do governo, parabenizar a sua atuação”, diz o comunicado.
Quando questionado se a ordem para retirar os manifestantes da Praça do Rossio, em Lisboa, e da Praça D. João I, no Porto, partiu do MAI, Neves respondeu que esse é um assunto operacional. “A PSP decidiu como deveria agir, e acredito que qualquer cidadão se orgulha da atuação da polícia”, acrescentou.
O ministro reforçou que as forças de segurança priorizaram o diálogo e a persuasão para evitar o uso da força, mas deixou claro que as acampadas estão encerradas e que o exercício do direito de manifestação deve sempre respeitar a lei.
Enquanto isso, os manifestantes já planejam continuar suas ações de protesto, com novas concentrações em Lisboa e no Porto marcadas para as 19h desta terça-feira. Resta saber se as tendas simbólicas voltarão a ocupar as praças.
