Lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado
Iniciativa busca fortalecer a segurança pública com investimentos de mais de R$ 1 bilhão até 2026, envolvendo União, estados e municípios.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, da cerimônia de lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado no Palácio do Planalto, em Brasília. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outros ministros, ela testemunhou a assinatura do decreto que institui essa significativa iniciativa federal, voltada para a segurança pública através da colaboração entre a União, estados e municípios.
Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o programa destina mais de R$ 1 bilhão em investimentos diretos até 2026. Além disso, estados e municípios poderão acessar mais de R$ 10 bilhões em financiamentos destinados à infraestrutura e ações estratégicas no combate ao crime organizado.
Durante a cerimônia, o presidente Lula ressaltou a importância da união das instituições públicas na luta contra o crime organizado. "Se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão", enfatizou, reafirmando o compromisso do Governo do Brasil em recuperar os territórios dominados por organizações criminosas.
"O ato de hoje é um sinal para o crime organizado de que, em breve, não serão mais donos de nenhum território. O território será devolvido ao povo brasileiro", declarou com firmeza.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também destacou a importância da articulação federativa proposta na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa integrar as forças da federação e garantir a participação dos municípios. Ele conectou o fortalecimento das investigações à redução da violência, afirmando que "a impunidade estimula o crime".
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reforçou que enfrentar o crime organizado requer uma coordenação efetiva entre as instituições. "A segurança pública é uma das preocupações mais concretas da vida nacional. Ela não se resolve com frases fáceis, mas com ação coordenada e respeito à lei", disse, enfatizando a necessidade de uma resposta democrática integrada.
Por fim, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, classificou o programa como uma resposta robusta às crescentes ameaças do crime organizado, reafirmando a determinação do governo em enfrentar esse desafio.
