Impacto da Crise Econômica e Assédio Eleitoral no Trabalho
Estudo do TST revela aumento do assédio eleitoral e suas consequências no ambiente corporativo em 2026.
Uma pesquisa inédita realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisou 138 processos e revelou que o terror psicológico e o uso de ferramentas digitais, como o WhatsApp, se destacam como as principais formas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. O estudo identificou que o terror psicológico foi registrado em impressionantes 81,9% dos casos analisados. Além disso, a pressão econômica se manifestou em 61,6% das ações judiciais mapeadas. Ao olhar mais de perto, o assédio institucional apareceu em 92% dos casos, caracterizando uma situação em que a alta administração e canais corporativos são utilizados para promover propaganda política partidária. Vale ressaltar que cinco estados representam 56,3% dos processos registrados em todo o Brasil. Desde 2023, pessoas físicas ajuizaram 644 das 738 ações totais. Desde o dia 1º de agosto, a Justiça do Trabalho tem mantido um plantão para atender casos urgentes. O descumprimento de decisões judiciais pode levar a multas diárias e indenizações. Nos últimos anos, os números de processos e denúncias relacionados ao assédio moral no trabalho têm crescido de forma preocupante. Entre as situações mais recorrentes estão a pressão para compartilhar propaganda política no WhatsApp, a exigência de "santinhos" nos perfis pessoais, a vigilância das redes sociais e até ameaças ligadas ao emprego. Essas são algumas das práticas comuns em processos de assédio eleitoral que chegaram à Justiça do Trabalho, conforme a pesquisa do TST, que foi divulgada com exclusividade ao g1. O estudo lança luz sobre como a pressão política se manifesta nas empresas e quais são as estratégias mais frequentemente utilizadas para coagir os trabalhadores durante períodos eleitorais. É interessante notar que muitos desses processos foram ajuizados após o trabalhador ter deixado o emprego, fazendo com que casos de uma eleição apareçam no ano seguinte. Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 738 processos de assédio eleitoral em todo o país. Esses dados estão disponíveis no Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE), que foi criado após a implementação de mecanismos específicos para a identificação desses casos. O TST buscou, nesse contexto, entender como o assédio eleitoral se desenrola na prática. Para isso, realizou uma pesquisa qualitativa com 138 processos de diversas regiões do Brasil, escolhidos a partir de uma amostra estatisticamente válida. O terror psicológico se destacou como a modalidade mais recorrente nos processos, aparecendo em 81,9% das análises. Além disso, o ambiente digital se mostrou um dos principais meios de execução do assédio eleitoral, com ferramentas virtuais presentes em 67,4% dos casos analisados. Entre as práticas identificadas, o TST aponta que o WhatsApp é a principal ferramenta tecnológica utilizada para essas ações. Outro aspecto importante é a pressão econômica, que esteve presente em 61,6% dos processos. Essa pressão inclui situações como: Por fim, é interessante notar que o assédio eleitoral raramente se limita apenas à conduta isolada de um chefe. Na verdade, em 92% dos casos analisados, foram encontradas características de assédio institucional, onde a pressão política se intensifica.
