Governo pede indiciamento de Bolsonaro na CPMI do INSS
Documento feito em oposição ao relatório da comissão indicia ou encaminha à Polícia Federal para aprofundamento das investigações o nome 201 pessoas, incluindo o de Flávio Bolsonaro.

Na madrugada de 28 de março de 2026, a base do governo no Congresso Nacional apresentou um relatório à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O documento sugere o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes nos descontos associativos do INSS. Além de Bolsonaro, o parecer também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O relatório solicita que 201 pessoas sejam indiciadas ou que seus casos sejam encaminhados à Polícia Federal para investigações mais aprofundadas. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) destacou que as mudanças implementadas durante o governo Bolsonaro facilitaram a ocorrência de fraudes nos descontos do INSS, CPMI do INSS: Indiciamento de 216 Pessoas por Fraude levantando questionamentos sobre a gestão anterior.
Além das graves acusações, o documento propõe a criação de nove novas proposições legislativas com o objetivo de proteger aposentados e pensionistas, enquanto combate práticas abusivas em operações de crédito consignado. Também é sugerida a formação de uma comissão de juristas para modernizar a legislação relacionada às Comissões Parlamentares de Inquérito.
A defesa de Flávio Bolsonaro criticou o relatório, sugerindo que ele é uma tentativa de desviar a atenção de outros envolvidos nas investigações. A Agência Brasil busca um posicionamento da defesa de Jair Bolsonaro sobre essas alegações. A situação continua a evoluir, com próximas etapas que prometem ser decisivas.
Atualizado há 59 horas
O relatório apresentado pela base do governo solicita o indiciamento de 130 pessoas, entre agentes públicos e privados, envolvidos nas fraudes, e encaminha 71 nomes à Polícia Federal para aprofundamento das investigações, incluindo 62 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas. O deputado Paulo Pimenta enfatizou que as conclusões são baseadas em documentos e provas, e que as condutas foram individualizadas para demonstrar os crimes cometidos. O documento também recomenda a criação de novas proposições legislativas para ampliar a segurança e proteção de dados de aposentados e pensionistas, além de combater a lavagem de dinheiro por meio de escritórios de advocacia e contabilidade. Os governistas afirmam que o relatório oficial não tem maioria de votos na Comissão e que cabe ao presidente da CPMI permitir a votação do relatório alternativo proposto.
Atualizado há 83 horas
O deputado Paulo Pimenta ressaltou que não há indiciamento em série e que "não há tentativa de responsabilização de ninguém com o objetivo de fazer disputa política pré-eleitoral". Procurada pela Agência Brasil, a defesa de Flávio Bolsonaro disse que o relatório governista não passa de uma tentativa de desviar a atenção e proteger o presidente Lula e o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, citado no relatório Alfredo Gaspar.
