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Gonet Defende Sigilo Judicial para Proteger Eleições de Influências
Procurador-geral destaca importância do sigilo em processos judiciais durante evento no Rio, visando proteger investigações eleitorais.
Reprodução Redes Sociais
Data e Hora Atual: 21/08/2026, 14:15:01
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Data de Publicação Original: 21/08/2026, 17:10
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Na tarde de hoje, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou sua defesa em favor do sigilo judicial em processos em andamento. Durante um evento voltado para empresários no Rio de Janeiro, ele evitou se aprofundar sobre o inquérito envolvendo o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. Contudo, ao ser questionado sobre os vazamentos de operações policiais, Gonet enfatizou a importância do sigilo para proteger as pessoas investigadas, especialmente em ano eleitoral.
“Um princípio que a Procuradoria-Geral da República valoriza muito é o respeito ao sigilo judicial. Isso é crucial para proteger aqueles que podem ser afetados por informações que ainda não foram totalmente esclarecidas e que podem causar danos significativos, tanto para essas pessoas quanto para o interesse nacional”, declarou Gonet nesta sexta-feira (21).
Ele também acrescentou: “A Procuradoria-Geral da República respeita o sigilo, respeita os investigadores, respeita o Tribunal, respeita os investigados e, dessa forma, também respeita os senhores jornalistas”.
Nesta manhã, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que é relator de dois inquéritos relacionados a Lulinha, decidiu que os recentes vazamentos de informações sobre os casos envolvendo o filho do presidente devem ser investigados pela Polícia Federal. Essa decisão foi tomada em resposta a um pedido da defesa do empresário, que solicitou a apuração dos vazamentos ocorridos desde o início da semana.
Além disso, ao ser questionado sobre a continuidade do processo contra Lulinha no STF, Gonet não se aprofundou na questão. Na quinta-feira, a PGR solicitou que o caso fosse enviado à primeira instância, já que não envolve indivíduos com foro privilegiado. No entanto, a expectativa é que Mendonça decida manter o inquérito na Corte.
Gonet, por sua vez, optou por não comentar sobre essa possibilidade e não revelou se a PGR pretende recorrer de qualquer decisão que o ministro venha a tomar.
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