Galípolo: Torcer pelo Palmeiras e a Gestão do Banco Central
Em declaração recente, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, comparou sua trajetória a torcer pelo Palmeiras, refletindo sobre críticas e desafios enfrentados.
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24/09/2026, 14h04 (Atualizado às 14h04)
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, compartilhou uma reflexão interessante sobre sua trajetória na autoridade monetária. Em uma declaração feita nesta quinta-feira (24), ele comparou sua experiência a "torcer para o Palmeiras". Isso surgiu quando foi questionado sobre as críticas que o BC tem enfrentado, especialmente a respeito da demora na liquidação do Banco Master, encerrado em novembro de 2025.
Na prática, Galípolo usou a analogia da pressão que os torcedores exercem durante os jogos de futebol para explicar a situação do Banco Central. Ele enfatizou que, apesar da pressão e das críticas, a instituição precisa seguir os procedimentos estabelecidos rigorosamente.
"A gente segue o mesmo rito há bastante tempo. Quando estamos aqui [no Banco Central], é crucial ser muito cuidadoso para não mudar a jurisprudência no meio do processo", declarou Galípolo em entrevista a jornalistas. Ele também mencionou que a atenção da mídia ao caso do Banco Master ajudou a aumentar a transparência sobre todo o processo.
Em um momento mais pessoal, o presidente do BC recorreu à sua experiência como torcedor do Palmeiras para ilustrar a pressão por resultados. "Eu assistia aos jogos do Palmeiras antes do estádio novo. Existia algo chamado 'turma do amendoim', que ficava atrás do técnico. Era comum ver pessoas que nem sabiam fazer três embaixadinhas xingarem os melhores jogadores que eu já vi: o Djalminha, o Rivaldo, o Luizão, todos aqueles craques. Mas eu entendia que era uma forma de dizer 'faça algo'", contou ele.
Com essa analogia, Galípolo rebateu as críticas sobre a condução do caso Master. Ele reafirmou que, mesmo sob pressão, o Banco Central deve se pautar pelas melhores práticas na tomada de decisões. "As melhores práticas internacionais indicam que a obrigação do Banco Central é sempre buscar uma solução de menor custo. Esse é o nosso mandato", concluiu.
