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Em 2027, setor de defesa contará com o 6º maior orçamento, que incluirá submarino nuclear, caças Gripen e mísseis de longo alcance.
Caíque Rodrigues/g1 RR
Texto Humanizado:
Em um cenário de crescente preocupação com as tensões internacionais e os desentendimentos com os Estados Unidos, o Ministério da Defesa se destaca com um orçamento que será o sexto maior em 2027. Essa informação foi revelada na proposta orçamentária para o próximo ano, que foi encaminhada ao Congresso Nacional nesta semana. Para a pasta, a projeção é de cerca de R$ 148 bilhões.
Segundo dados do Portal da Transparência, gerido pela Controladoria Geral da União (CGU), o Brasil conta atualmente com uma força militar significativa: cerca de 365 mil militares ativos, além de 268 mil pensionistas, 91 mil reformados, 23 mil aposentados e 81 mil reservistas.
Dessa quantia de quase R$ 148 bilhões destinada à Defesa em 2027, aproximadamente R$ 108 bilhões serão direcionados para despesas com pessoal e encargos sociais, que incluem os militares da ativa, os inativos e os pensionistas. Além disso, R$ 21,7 bilhões estão previstos para despesas correntes, enquanto R$ 12,7 bilhões serão reservados para investimentos — esse último valor representa cerca de 8,6% do total. Também estão contemplados gastos com juros e amortização da dívida.
Vale ressaltar que os recursos alocados para o Ministério da Defesa em 2027 superam, juntos, os orçamentos de outros ministérios importantes.
Nos últimos meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfatizado a relevância da defesa nacional, especialmente considerando o cenário geoeconômico atual, que inclui a guerra no Oriente Médio e a recente classificação de facções brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como terroristas pelos Estados Unidos.
Em junho, Lula comentou sobre a necessidade de aumentar os gastos em defesa, afirmando que "está cheio de maluco no mundo". Ele sublinhou que, embora não deseje a guerra, não quer ser pego de surpresa. Já em julho, reforçou que as Forças Armadas precisam estar "preparadas", mencionando o interesse de grandes potências militares, como EUA, Rússia e China, em recursos como terras raras e minerais críticos.
Por sua vez, em agosto, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, fez uma declaração provocativa ao afirmar que o Brasil não teria condições de enfrentar os Estados Unidos em um possível cenário de invasão, brincando ao dizer que "abriria o portão".
Em seu site, o Ministério da Defesa destaca que sua função principal é coordenar um esforço integrado para garantir a soberania do Brasil, em benefício da sociedade. Isso inclui o preparo e a atuação conjunta das Forças Armadas — Marinha, Exército e Aeronáutica — além da articulação com outros órgãos do Estado.
Por fim, é importante notar que o Brasil não se envolve em conflitos bélicos há quase 150 anos, exceto durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi forçado a entrar no conflito após sofrer uma agressão direta das tropas do Eixo. Isso reforça, de certa forma, a imagem do país como um provedor de paz no cenário internacional.
