Durigan Propõe Ajuste Gradual nas Contas Públicas para Lula

Durigan Propõe Ajuste Gradual nas Contas Públicas para Lula

Ministro da Fazenda destaca a importância de um ajuste fiscal cuidadoso para a reeleição de Lula, visando reduzir desigualdades e aumentar investimentos.

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Gonzaga

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g1 — Brasília

20 de agosto de 2026, 08h34 Atualizado em 20 de agosto de 2026

Nesta quinta-feira, dia 20, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez um anúncio importante. Ele afirmou que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito, a equipe econômica planeja realizar um ajuste nas contas públicas com a mesma intensidade da gestão atual, o que representa uma redução de dois pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB). Essa mudança será gradual e cuidadosa.

Em sua participação na rádio CBN, Durigan, que representa a campanha de Lula, destacou que o "arcabouço fiscal" — a regra que rege as contas públicas, aprovada em 2023 — continuará em vigor. Ele também mencionou que a equipe econômica está desenvolvendo propostas para cortar gastos obrigatórios e aumentar a arrecadação, especialmente onde julga haver injustiças.

A proposta de ajuste fiscal apresentada pela campanha de Lula, segundo Durigan, visa preservar os gastos sociais, fundamentais para a redução das desigualdades, e aumentar os investimentos. Ele acredita que essa abordagem permitirá também enfrentar a questão da alta taxa de juros.

Dados da Secretaria do Tesouro Nacional mostram que as contas do governo enfrentaram um déficit primário (excluindo os juros) de:

Assim, se as projeções do último relatório orçamentário se confirmarem, o ajuste feito no primeiro mandato de Lula terá sido de 1,7 ponto percentual do PIB.

Durante o primeiro mandato, Lula foi marcado por um aumento na carga tributária, que alcançou níveis recordes, e por um crescimento nas despesas, autorizado pela PEC da transição, que resultou na inclusão de cerca de R$ 170 bilhões em gastos anuais nos orçamentos públicos.

Embora a regra do arcabouço fiscal tenha sido criada para limitar o crescimento das despesas, gastos fora dessa regra têm pressionado a taxa de juros e contribuído para o aumento da dívida pública, que já subiu mais de 10 pontos percentuais no segundo mandato de Lula, alcançando o maior patamar desde a pandemia.

Atualmente, a taxa de juros básica do Brasil está em 14% ao ano, a mais alta do mundo em termos reais, de acordo com o ranking do MoneYou. Contudo, analistas observam que a curva de juros para prazos mais longos — que serve de base para a venda de títulos públicos — reflete as expectativas dos agentes econômicos em relação aos gastos públicos, à atividade econômica e, consequentemente, à inflação.

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