Duarte Lima, ex-líder do PSD, julgado por homicídio em caso histórico

Duarte Lima, ex-líder do PSD, julgado por homicídio em caso histórico

O julgamento de Duarte Lima, acusado de homicídio, começa após 17 anos de adiamentos; caso envolve herança e questões judiciais complexas.

•2 min de leitura•Fonte original

Reprodução Redes Sociais

Duarte Lima, ex-alto dirigente do Partido Social Democrata (PSD) e atual membro do governo de Portugal, inicia seu julgamento nesta quinta-feira. Ele é acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, uma mulher de 74 anos, que perdeu a vida no dia 7 de dezembro de 2009, no Rio de Janeiro.

Após uma longa espera de dezessete anos, marcada por adiamentos e desentendimentos entre as justiças de Portugal e do Brasil, finalmente chega o momento de um dos julgamentos mais aguardados da história recente. Este caso é inédito em Portugal, pois envolve uma figura política de destaque sendo acusada de um crime de sangue.

Lima, que alega ser inocente, já enfrentou problemas legais anteriormente, tendo sido preso entre 2019 e 2022 por crimes financeiros. Agora, aos 70 anos, ele retorna ao tribunal em um contexto onde várias testemunhas cruciais já faleceram, o que promete tornar o julgamento ainda mais complexo e prolongado.

Rosalina Ribeiro foi secretária e companheira de Lúcio Tomé Feteira, um magnata da indústria vidreira que faleceu em 2000. A morte de Feteira desencadeou uma longa batalha judicial entre Rosalina e sua filha única, Olímpia Feteira, que faleceu em 2022. Olímpia via Rosalina apenas como uma amante interessada na fortuna do empresário. O testamento de Feteira designava a freguesia de Vieira de Leiria, em Portugal, para a criação de uma fundação.

Duarte Lima, que foi apresentado a Rosalina por Tomé Feteira, oferecia a ela aconselhamento jurídico, embora não fosse seu advogado oficial. Segundo o advogado brasileiro que a representava, Lima era uma espécie de “guru” para Rosalina.

Nos meses que antecederam sua morte, Rosalina transferiu cerca de 5 milhões de euros para a conta de Duarte Lima na Suíça, supostamente para proteger esse valor, parte da herança de Feteira. Essas transferências foram feitas a partir de uma conta em nome de Tomé Feteira, da qual Rosalina era cotitular. Ao descobrir sobre a quantia, Olímpia Feteira decidiu processar Rosalina e o advogado.

O Ministério Público português alega que Lima tentou se apropriar desse dinheiro, buscando forçar Rosalina a assinar um documento que o tornaria o legítimo proprietário da quantia. Contudo, o ex-político defende que os cinco milhões representam honorários devidos pelo seu trabalho. Em primeira instância, Duarte Lima foi absolvido no caso relacionado ao dinheiro.

Compartilhar: