Dino Autoriza PF a Acessar Provas do Dark Horse; STF em Foco

Ministro Flávio Dino libera acesso da Polícia Federal às evidências do caso Dark Horse, intensificando debate sobre federalização das investigações.

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Dino Autoriza PF a Acessar Provas do Dark Horse; STF em Foco
Luiz Silveira/STF

Data de publicação original: 26/08/2026, 12:00

O MINISTRO FLÁVIO DINO E AS INVESTIGAÇÕES

Hoje, 26 de agosto de 2026, às 08h28, um novo desdobramento nas investigações sobre a produtora do filme Dark Horse foi anunciado. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu luz verde para que a Polícia Federal (PF) tenha acesso integral a todas as provas que foram apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo.

Essa decisão não é apenas uma questão técnica. Há uma forte dimensão política e institucional por trás dela. Com isso, os investigadores federais poderão analisar as evidências de forma direta, o que pode levar à discussão sobre a federalização do caso. Em outras palavras, as apurações poderiam ser centralizadas no STF, sob a relatoria de Dino.

Dino autorizou a PF a acessar não só os relatórios elaborados pela polícia paulista, mas também documentos, dados brutos extraídos das mídias apreendidas e registros que mostram como as provas foram coletadas e analisadas. O ponto aqui é que, na prática, os investigadores da PF poderão examinar o material original e realizar suas próprias análises, algo que já era um pedido da própria PF.

Nos bastidores, especula-se que o próximo passo poderá ser a discussão em torno da federalização das investigações. Isso poderia ocorrer por meio de um pedido da PF ou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Contudo, é importante destacar que isso ainda está em discussão e não significa que a federalização esteja decidida.

Além disso, o pedido da PF para acessar dados brutos indica um desejo claro de ir além do material que foi previamente selecionado e analisado pela Polícia Civil. Os investigadores federais buscam examinar as provas originais e chegar a suas próprias conclusões.

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Esse movimento também reflete uma certa desconfiança institucional em relação à maneira como a investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.

Por outro lado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou apoio à atuação da polícia paulista. Ele se posicionou contra as críticas que alegavam que a investigação estava sendo "segurada".

Assim, o caso não é mais apenas uma questão de investigação policial, mas se transforma em um tema de relevância política, onde as movimentações da PF buscam garantir acesso direto e total às provas, enquanto o cenário político se agita em meio a um calendário eleitoral que se aproxima.

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