Deputada Fabiana Bolsonaro é Denunciada por Blackface na Alesp

Deputada federal Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Blackface é uma prática racista em que pessoas brancas utilizam artifícios, como pintar a pele de preto, para simularem de forma caricata características físicas de pessoas negras.

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Deputada Fabiana Bolsonaro é Denunciada por Blackface na Alesp
© Reprodução/TV Alesp

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), um incidente gerou grande repercussão no dia 18 de março de 2026. A deputada estadual Fabiana Bolsonaro, do PL, foi acusada de praticar blackface durante um discurso. Para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton, do PSOL-SP, como presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados, Fabiana se pintou de preto. Essa prática, considerada racista, remete a um passado sombrio nos Estados Unidos, onde indivíduos brancos usam maquiagem para imitar características de pessoas negras.

Durante sua fala, Fabiana provocou ainda mais controvérsia ao afirmar: "Eu estou pintada de negra por fora. Eu me reconheço como negra. Por que então eu não posso presidir a Comissão sobre racismo, antirracista?" Além disso, seus comentários transfóbicos não passaram despercebidos, levando a reações imediatas de outras deputadas. A deputada Mônica Seixas, do PSOL, foi uma das que tomou a iniciativa de registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. Em sua declaração, Seixas enfatizou que o crime de racismo é inafiançável e criticou a inércia da presidência da Alesp diante da situação.

Diante da gravidade do ocorrido, Mônica Seixas anunciou que tomará medidas legais contra Fabiana Bolsonaro e exigiu uma posição clara da presidência da Assembleia Legislativa. Este episódio levanta questões importantes sobre a responsabilidade e a ética no espaço político, refletindo tensões sociais que ainda perduram.

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