Custos da Produção do Filme 'Dark Horse' sobre Jair Bolsonaro
Despesas reveladas em investigação mostram que produção do filme 'Dark Horse' custou R$ 20,9 milhões, incluindo valores significativos em hospedagens e figurinos.
Por g1 — Brasília
• 12/09/2026, 03h46 Atualizado em 12/09/2026
Recentemente, documentos que fazem parte da investigação do caso Master tiveram seu sigilo levantado por ordem do ministro André Mendonça. Esses documentos revelam uma série de despesas relacionadas à produção do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os registros da produtora GoUp apontam que, ao todo, os custos da produção de 'Dark Horse' no Brasil atingiram a impressionante cifra de R$ 20,9 milhões. Esse montante cobre uma ampla gama de despesas, incluindo pagamento a elenco, figurantes, equipe técnica, produção executiva, além de gastos com equipamentos, figurinos, logística, hospedagem, segurança e outros custos operacionais.
Na prática, os dados financeiros revelam que mais de R$ 1,4 milhão foi destinado a hospedagens, com parte desse valor relacionada especificamente ao ator norte-americano Jim Caviezel, que desempenha o papel principal no longa. Curiosamente, também foi registrado um gasto de R$ 10 mil para alugar uma peruca que foi utilizada pela figura que representa Jair Bolsonaro.
Além disso, a lista de despesas inclui aluguel de perucas e apliques, figurinos e aluguel de veículos, entre outros itens.
A Polícia Federal menciona a produção cinematográfica como um dos pontos relevantes na investigação sobre a destinação dos recursos envolvidos no inquérito. Os valores foram revelados após a quebra de sigilo autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na última sexta-feira, dia 11.
Os documentos da GoUp também trazem transferências financeiras que cobrem a estadia dos integrantes da equipe de produção. Por exemplo, em 28 de novembro de 2025, um pagamento de R$ 8,7 mil foi registrado para a hospedagem de Mark Giffen, que é mencionado como filho de Cyrus Giffen, durante o período de novembro a dezembro daquele ano.
Os registros ainda revelam pagamentos ao hotel Unique, em São Paulo. Em 8 de dezembro de 2025, uma transferência de R$ 107,5 mil foi identificada como a sexta e última parcela da hospedagem de Jim Caviezel, de seu agente Nath Lewis, além de seguranças que o acompanharam.
Em 30 de dezembro, outro desembolso, desta vez de R$ 298,3 mil, foi registrado, detalhando despesas de hospedagem do ator, que incluíam gorjetas e serviços de massagem.
Notas fiscais anexadas à documentação oferecem uma visão mais detalhada sobre os períodos de estadia. Um documento datado de 24 de novembro indica um gasto de R$ 107,5 mil referente à hospedagem de Nathon Shayne Lewis, James Patrick Caviezel e Richard Michael Dobrich entre os dias 5 e 9 de novembro.
Outra nota, também dessa data, menciona um gasto de R$ 124,5 mil para a estadia do mesmo grupo entre 1º e 5 de novembro. Já uma terceira nota fiscal, emitida em 27 de novembro, refere-se a R$ 107,5 mil para a permanência dos três entre os dias 9 e 13 de novembro, todos ligados ao chamado 'projeto TDH', que está associado ao filme.
De acordo com a análise das despesas, os gastos totais com hotéis somaram R$ 1.426.897,51. Deste montante, R$ 733.913,20, ou seja, cerca de 51%, foram especificamente alocados para hospedagens.
