
Corrupção no Rio: Procurador-geral denuncia coação nas instituições
Procurador-geral do Rio revela que marginais infiltraram estruturas estatais, transformando-as em centros de corrupção e desvio de verbas públicas.
Reprodução Redes Sociais
Na última quinta-feira, 9 de julho de 2026, durante uma coletiva de imprensa, o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, fez declarações contundentes sobre a situação das instituições do Estado. Ele afirmou que essas estruturas foram “cooptadas por marginais”, transformando-as em verdadeiros “antros de corrupção”.
Moreira destacou que órgãos que deveriam servir à população foram infiltrados por delinquentes, muitos dos quais ocupavam posições de destaque, mesmo com antecedentes criminais. Isso levanta uma questão alarmante: como indivíduos com histórico criminal puderam ser nomeados para funções estratégicas? A consequência disso, segundo ele, é a transformação dessas entidades em centros de corrupção, onde o desvio de verbas públicas beneficia, não o Estado, mas sim organizações criminosas que se estabeleceram em seu interior. Essa realidade, de fato, pode explicar a crise financeira que o Rio de Janeiro enfrenta há décadas.
O presidente do Instituto Rio Metrópoles (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, foi um dos seis detidos na operação realizada na manhã de ontem. Entre os outros presos estão o pai e a cunhada do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). Vale ressaltar que, até o momento, o parlamentar não é alvo das investigações. Em suas redes sociais, Knoploch expressou surpresa com a operação.
O Ministério Público revelou que o IRM estava sendo utilizado para desviar recursos públicos por meio de contratos fraudulentos e superfaturados. De julho de 2022 a maio de 2026, essas irregularidades resultaram em uma movimentação de aproximadamente R$ 86,28 milhões. Os seis detidos já enfrentam acusações na 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. Entre os presos, está também Caroline Soares Barros, presidente do Instituto Bio, que, segundo as investigações, realizava saques frequentes desses recursos.
