Consórcio vence primeiro leilão de PPP para locação social no Brasil

Consórcio vence primeiro leilão de PPP para locação social no Brasil

Leilão inédito em São Paulo marca avanço na política habitacional, com 1.128 moradias em Recife para locação social e venda.

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© Ricardo Stuckert/PR

O Consórcio Habitação Social Recife conquistou uma vitória significativa ao vencer o leilão da primeira parceria público-privada (PPP) voltada para moradia de locação social no Brasil. Surpreendentemente, o consórcio foi o único a participar do certame, apresentando uma oferta de R$ 2.453.074,24 como contraprestação mensal. Esse leilão, que ocorreu na tarde desta terça-feira (26), na B3, situada no coração de São Paulo, marca um passo importante na política habitacional do país.

A empresa vencedora assumirá a responsabilidade pela reforma (retrofit), construção, manutenção e gestão dos empreendimentos, todos localizados na área central do Recife. Intitulado PPP Morar no Centro, esse projeto começará a ser desenvolvido pela prefeitura do Recife e promete beneficiar 1.128 moradias na capital pernambucana. Desse total, 637 unidades estarão disponíveis para locação, enquanto o restante será destinado à venda. Além disso, 491 dessas moradias serão voltadas para venda ou financiamento de famílias que se enquadram nas faixas 2 e 3 do programa Minha Casa, Minha Vida, com renda que varia de R$ 3.200 a R$ 9.600.

Na prática, o Ministério das Cidades vê essa iniciativa como um verdadeiro marco para a política habitacional brasileira, especialmente por ser a primeira PPP de locação social associada ao programa Minha Casa, Minha Vida. O fato de o leilão ter acontecido no centro da cidade é particularmente relevante, pois aproxima a população de áreas com infraestrutura adequada, transporte, serviços e oportunidades de emprego.

Manoel Renato Machado Filho, que atua como secretário-adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, destaca que a intenção é expandir esse modelo para outras localidades. O objetivo é claro: combater o déficit habitacional no Brasil, que atualmente é estimado em impressionantes 5,8 milhões de moradias.

Vale lembrar que essa parceria foi lançada no ano passado pela prefeitura do Recife em conjunto com o governo federal. Em breve, modelos semelhantes devem ser implementados também em cidades como Campo Grande e Maceió. O foco, aqui, está na locação social para famílias que recebem entre 1 e 3,5 salários mínimos, com a promessa de que parte das despesas com aluguel e condomínio será subsidiada, garantindo que esses custos não ultrapassem 15% a 25% da renda familiar do beneficiário.

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