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Cláudio Castro: Candidatura ao Senado Comprometida Após PF
Nova fase da Operação Compliance Zero coloca em risco a candidatura de Cláudio Castro ao Senado, com implicações diretas na política do Rio de Janeiro.
Reprodução
Cláudio Castro se tornou o foco de uma operação da Polícia Federal, que investiga aportes de impressionantes R$ 3 bilhões em fundos do Banco M. Com a nova fase da 'Operação Compliance Zero', que mira diretamente o ex-governador do Rio, a cúpula do PL já concluiu que a candidatura de Castro ao Senado está, de fato, em um estado crítico. Embora o partido ainda não tenha oficialmente anunciado o fim da candidatura, nos bastidores, a percepção é clara: ele precisa reconhecer que as chances de concorrer ao Senado se esvaíram.
Nesta terça-feira, dia 26 de maio, a operação da PF trouxe à tona que o governo do Rio, por meio de instituições como o RioPrevidência, fez um investimento de R$ 3 bilhões no Banco Master. Antes, a estimativa era de que o valor estivesse em torno de R$ 1 bilhão. Agora, a responsabilidade de escolher o substituto de Cláudio Castro recai sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que mantém uma base eleitoral robusta no Rio de Janeiro.
Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato do PL à Presidência, chegou a mencionar a possibilidade de lançar sua mãe como candidata, mas essa ideia não conta com o apoio do pai. Além das complicações geradas pela operação de hoje, Castro enfrenta obstáculos sérios no Judiciário. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já declarou sua inelegibilidade. Apesar disso, o ex-governador estava disposto a seguir em frente e concorrer sub judice, apelando primeiro ao TSE e, em seguida, ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com ministros do STF, é apenas uma questão de tempo até que a inelegibilidade de Castro seja confirmada.
Atualizado há 9 horas
O ex-governador do Rio Cláudio Castro informou nesta quinta-feira (28) que irá retirar a pré-candidatura ao Senado Federal pelo PP. De acordo com Castro, 'a decisão foi tomada após profunda reflexão pessoal e familiar, diante das últimas semanas marcadas por forte exposição pública, acusações, ataques e episódios que atingiram não apenas sua trajetória política, mas também sua família'. O ex-governador disse que 'deve concentrar integralmente seus esforços na apresentação de sua defesa e no completo esclarecimento das acusações que vêm sendo feitas, convicto da legalidade e da lisura de todos os atos praticados ao longo de sua vida pública'.
Atualizado há 33 horas
O ex-governador do Rio Cláudio Castro informou nesta quinta-feira (28) que irá retirar a pré-candidatura ao Senado Federal pelo PP. De acordo com Castro, 'a decisão foi tomada após profunda reflexão pessoal e familiar, diante das últimas semanas marcadas por forte exposição pública, acusações, ataques e episódios que atingiram não apenas sua trajetória política, mas também sua família'. O ex-governador disse que 'deve concentrar integralmente seus esforços na apresentação de sua defesa e no completo esclarecimento das acusações que vêm sendo feitas, convicto da legalidade e da lisura de todos os atos praticados ao longo de sua vida pública'.
O anúncio ocorre após Castro ter sido alvo de operações da Polícia Federal, que investiga o envolvimento do ex-governador com fraudes financeiras coordenadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nesta terça-feira (26), Cláudio Castro foi alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, que integra as investigações sobre a prática de crimes financeiros, envolvendo o Rioprevidência, fundo de previdência social de servidores ativos, inativos e pensionistas do estado do Rio de Janeiro. As investigações identificaram aplicações de mais de R$ 3 bilhões do RioPrevidência para o Master.
De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de Castro, os indícios colhidos pela PF até o momento apontam que o ex-governador 'exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes da RioPrevidência no Banco Master'. Em troca, haveria o pagamento de vantagens indevidas ao envolvidos nos investimentos feitos pela RioPrevidência.
Há 15 dias, Castro já tinha sido alvo de outra operação da PF, que apura irregularidades no setor de combustíveis, envolvendo a Refinaria de Manguinhos, (Refit).
