CGU Suspende Servidores por Uso de Certificados Falsos de Vacinação
Oito servidores federais foram afastados por até 47 dias após usarem certificados de vacinação falsificados contra a Covid-19, conforme decisão da CGU.
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Oito servidores federais enfrentaram a suspensão de suas atividades, com períodos que variam de 32 a 47 dias, devido ao uso e registro de certificados de vacinação falsos para a Covid-19. Essa decisão foi oficializada na edição de quinta-feira, dia 23, do Diário Oficial da União, e ocorreu após um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Na prática, durante a pandemia, o comprovante de vacinação se tornou um requisito para acessar certos locais e até para viagens. No entanto, algumas pessoas que optaram por não se vacinar tentaram contornar essa exigência com certificados falsificados. Entre os servidores punidos, muitos não cumpriram deveres legais, como seguir as normas estabelecidas e manter uma conduta alinhada com a moralidade administrativa.
A investigação revelou que alguns deles chegaram a pagar entre R$ 400 e R$ 800 para conseguir esses registros fraudulentos. Um caso que ganhou destaque foi o do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teve doses de vacina registradas em seu nome, embora tenha declarado que nunca se vacinou. A CGU e a Polícia Federal se encarregaram de investigar essa fraude, e em março do ano passado, o Supremo Tribunal Federal arquivou o inquérito referente a Bolsonaro, alegando falta de provas quanto à sua participação na solicitação do registro falso.
