Brasil e Rússia Expandem Parcerias Comerciais em Fórum Empresarial

Documento assinado pelos dois países ressalta que energia nuclear deve ser voltada para fins pacíficos.

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Data de publicação original: 05/02/2026, 22:44. No cenário atual, Brasil e Rússia se uniram em defesa do uso da energia nuclear para fins pacíficos, formalizando essa posição em um documento assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin. O encontro ocorreu durante o Fórum Empresarial Brasil-Rússia, realizado na quinta-feira (5) no Itamaraty, em Brasília.

Os representantes dos dois países, que fazem parte do Brics, expressaram forte interesse em expandir a discussão sobre radioisótopos medicinais, visando atender às necessidades de saúde pública. Essa colaboração pode ter um impacto significativo na área da saúde.

Além disso, o documento ressaltou a intenção de promover projetos conjuntos voltados para a geração de energia nuclear e o ciclo de combustível nuclear, além de atualizar a base jurídica bilateral que sustenta essa cooperação.

Curiosamente, no mesmo dia do evento, expirou o tratado New Start, que visava limitar o arsenal nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia, adicionando complexidade ao diálogo sobre energia nuclear.

Durante o evento em Brasília, enfatizou-se a importância de fortalecer a cooperação em setores como a indústria farmacêutica e médico-hospitalar, bem como em construção naval, tecnologias digitais e segurança cibernética. Essa diversidade de interesses demonstra que a parceria vai além da energia.

O documento também fez um apelo ao multilateralismo, criticando medidas coercitivas unilaterais, especialmente contra países em desenvolvimento. Embora não tenha mencionado diretamente os Estados Unidos, a nota de Brasil e Rússia classificou essas medidas como ilícitas e incompatíveis com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

As agressões internacionais, segundo as autoridades presentes, não apenas violam os direitos humanos, mas também prejudicam o desenvolvimento sustentável e comprometem a soberania dos Estados.

Em uma nota do Palácio do Planalto, o presidente Lula enfatizou a urgência de ações que fortaleçam o multilateralismo, destacando a importância de um mecanismo que acompanhe as iniciativas para resultados mais rápidos e benefícios concretos para Brasil e Rússia. Para Lula, os números atuais ainda não refletem a magnitude das duas economias.

À tarde, tanto Alckmin quanto Mishustin reforçaram a força da parceria comercial entre os dois países, especialmente no setor agrícola, discutindo a possibilidade de aumentar importações e exportações e colaborar em pesquisas. Alckmin ressaltou que Brasil e Rússia ocupam posições centrais na segurança alimentar global, com o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos e a Rússia desempenhando papel fundamental no fornecimento de insumos estratégicos.

O fluxo comercial entre os dois países em 2025 alcançou cerca de US$ 11 bilhões, com um saldo indicando mais importações do que exportações para o Brasil. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou que essa dinâmica pode ser otimizada.

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