Brasil Critica Investigação dos EUA em Nota Oficial
Governo brasileiro contesta conclusão preliminar de investigação americana, alegando interferência em assuntos internos e defesa dos interesses econômicos.
O governo brasileiro reagiu de forma contundente à conclusão preliminar da investigação iniciada pelos Estados Unidos, com base na chamada Seção 301 da legislação comercial americana. Em uma nota divulgada nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, o Palácio do Planalto deixou claro que não vê justificativas para a adoção de medidas unilaterais contra o Brasil. O governo contestou os argumentos apresentados por Washington, apontando a apuração como uma tentativa de interferir em questões internas do país.
De acordo com o governo, a investigação teria raízes em articulações ligadas à família Bolsonaro junto às autoridades americanas. O comunicado expressa preocupação com iniciativas que, segundo a avaliação do Executivo, visam prejudicar os interesses econômicos brasileiros, especialmente em meio às negociações comerciais entre as duas nações.
Esse documento foi divulgado logo após uma reunião de emergência que reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros relevantes para discutir a situação. O governo enfatiza que a investigação carece de respaldo nos números do comércio bilateral. Os Estados Unidos apresentam superávit nas trocas comerciais com o Brasil há anos. Dados mencionados pelo governo mostram que, entre 2011 e 2025, os norte-americanos registraram um saldo positivo de impressionantes US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil.
Além disso, o governo argumenta que o mercado brasileiro está amplamente aberto aos produtos americanos. Um ponto de destaque na nota é o comércio de biocombustíveis, onde o Brasil defende que seu programa nacional permite a participação de produtores estrangeiros em condições de igualdade. Por fim, a nota também se posiciona em relação às críticas sobre o desmatamento, buscando esclarecer a postura do país nesse contexto.
