Brasil Apoia Candidatura Feminina na ONU Após Saída de Bachelet

Após a desistência de Michelle Bachelet, Brasil reafirma compromisso com liderança feminina na ONU, destacando a importância de mulheres capacitadas.

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O Ministério das Relações Exteriores, conhecido como Itamaraty, divulgou uma nota destacando que a região possui mulheres plenamente capacitadas para liderar a Organização das Nações Unidas (ONU). Essa declaração vem à tona após a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciar que desistiu de sua candidatura, que tinha o apoio do governo brasileiro.

A ex-presidente retirou sua candidatura no último sábado (19), após perder o respaldo do Chile. A candidatura de Bachelet foi anunciada em um momento em que o Chile era governado por Gabriel Boric, um líder de esquerda. Entretanto, em março, com a chegada de Antonio Kast, de direita, à presidência, o governo chileno retirou seu apoio à ex-presidente. A candidatura de Bachelet contava, até então, com o suporte do Brasil e do México, ambos sob a liderança de presidentes de esquerda, Lula e Cláudia Sheinbaum.

A nota do Itamaraty não menciona quem será o próximo candidato apoiado pelo Brasil, uma vez que ainda não há definição nesse sentido, conforme revelaram membros da diplomacia brasileira. No entanto, a nota deixa claro que o perfil desejado para ser apoiado na eleição da ONU deve estar alinhado aos princípios da organização, como paz e segurança.

“O governo brasileiro expressa sua gratidão ao governo mexicano pela inédita coordenação conjunta no desenvolvimento da campanha e reafirma seu compromisso com a seleção de um(a) Secretário(a)-Geral que seja transparente e inclusivo(a), comprometido(a) com um multilateralismo fundamentado no direito internacional e nos três pilares da Carta da ONU: paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável,” acrescentou o governo.

Enquanto isso, o presidente Lula se encontra em Nova York (EUA), onde se prepara para discursar nesta terça-feira no debate-geral da Assembleia Geral das Nações Unidas. Conforme conversas com assessores do presidente, ele deverá usar essa oportunidade para abordar diversos temas importantes, optando por uma linguagem cuidadosa durante seu discurso, visando transmitir mensagens significativas sem gerar confrontos diretos com outros líderes mundiais. Nesse contexto, espera-se que Lula critique ações dos EUA, por exemplo, mas evite mencionar diretamente o nome do presidente Donald Trump.

É importante lembrar que o secretário-geral da ONU é eleito pela Assembleia Geral, após uma recomendação do Conselho de Segurança, para um mandato de cinco anos, com a possibilidade de reeleição. Atualmente, António Guterres, que está à frente da organização, deixará o cargo em 31 de dezembro, após completar dois mandatos consecutivos. Ele tem a responsabilidade de coordenar o trabalho da ONU, participar de negociações internacionais, mediar conflitos e chamar a atenção do Conselho de Segurança para crises que possam ameaçar a paz. Apesar de sua influência no cenário diplomático, Guterres não tem o poder de impor decisões aos países de forma unilateral. A votação do Conselho de Segurança realizada em agosto indicou uma candidata favorita para a posição...

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