Audiência Pública na CLDF: Inclusão de Alunos Superdotados
Evento na Câmara Legislativa discute estratégias para inclusão de alunos com altas habilidades no ensino, promovendo suas necessidades educacionais.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará uma audiência pública na sexta-feira, dia 22, às 14h, no Plenário da Casa, para discutir a inclusão de alunos com altas habilidades e superdotação (AH/SD) na educação da região. Esses estudantes, que apresentam um potencial cognitivo elevado, têm direito a acompanhamento educacional que atenda suas necessidades específicas.
A Lei nº 7.841/2025 do Distrito Federal estabelece diretrizes para incentivar a inclusão de alunos com AH/SD nas redes de ensino pública e privada. Durante a audiência, serão debatidas medidas para aumentar a inclusão e promover o desenvolvimento cultural e intelectual desses jovens.
O encontro também abordará estratégias pedagógicas que se alinhem às potencialidades e necessidades educacionais dos estudantes. A formação e capacitação de educadores e gestores serão temas centrais, essenciais para identificar essas habilidades e garantir suporte adequado nas instituições de ensino.
Para quem deseja acompanhar, a audiência será transmitida pela TV Câmara Distrital nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.
Atualizado há menos de 1 hora
A audiência pública contou com a participação de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília e da Ordem dos Advogados do Brasil, além de mães que destacaram a necessidade de mais suporte para o desenvolvimento de seus filhos com altas habilidades e superdotação (AH/SD). Foi discutida a ampliação do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino, que atualmente enfrenta filas de espera. A rede pública, apesar das limitações, foi elogiada por estar à frente da rede privada em termos de suporte educacional. O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) ressaltou a importância de responsabilizar as escolas privadas por oferecerem suporte adequado, enquanto a educação pública deve continuar a garantir o direito universal ao atendimento especializado. Também foi destacada a necessidade de qualificação permanente dos profissionais da educação e saúde para melhorar o diagnóstico precoce e o acolhimento de pessoas com AH/SD.
