
António José Seguro destaca importância da democracia em 25 de Abril
No Dia da Liberdade, presidente apela ao respeito democrático e alerta sobre desinformação, refletindo sobre os desafios atuais.
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Hoje, 25 de abril de 2026, um marco importante foi celebrado em Portugal. Pela primeira vez desde que Jorge Sampaio deixou a presidência em 2006, um presidente usou o cravo vermelho na lapela durante as comemorações do Dia da Liberdade. António José Seguro, em seu discurso, adotou um tom conciliador, voltado especialmente para as novas gerações que cresceram em um ambiente democrático. Ao celebrar a Revolução dos Cravos como Presidente da República, Seguro, assim como o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, chamou a atenção de todos com o símbolo da flor, algo que não se via nos mandatos de seus antecessores, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa. O ponto aqui é que ele enfatizou a importância de cultivar o respeito pela democracia, especialmente em tempos tão desafiadores, que são marcados por radicalismos e uma crescente onda de populismos e conflitos ao redor do mundo. Falando diretamente aos jovens, o presidente lembrou que a Revolução de 1974 foi fundamental para as conquistas que hoje consideramos essenciais, como o direito ao voto e a liberdade de expressão. Ele fez um alerta sobre o crescimento da desinformação, ressaltando que "o perigo para a democracia não aparece como nos filmes, pode manifestar-se de forma sutil, por exemplo, através de um algoritmo". Seguro também se comprometeu a lutar contra as desigualdades que ainda persistem em nossa sociedade, afirmando que "quem vive na precariedade extrema não pode escolher livremente". Em outro ponto das comemorações, José Pedro Aguiar-Branco fez uma autocrítica à classe política, instando as elites a refletirem sobre seu papel na sociedade. Hugo Soares, líder da bancada do PSD, exaltou a coragem dos capitães de Abril, destacando que essa mesma coragem é crucial para enfrentar os desafios que os populismos impõem. Por fim, José Luís Carneiro, líder do PS, recordou aqueles portugueses que deixaram o país em busca de novas oportunidades, lembrando que suas histórias também fazem parte da nossa identidade.
