Andrei Rodrigues Retorna à PF: Riscos para Eleições e Caso Dark Horse
O diretor-geral da Polícia Federal justifica sua volta ao cargo citando ameaças às investigações eleitorais e o impacto do caso 'Dark Horse'.

Data e Hora Atual: 09/09/2026, 11:03:01
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Atualização: 09/09/2026, 10h30
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, recorreu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reverter sua saída do comando da corporação. Ele argumenta que essa decisão não apenas prejudica as investigações em andamento, mas também compromete a normalidade institucional em um período eleitoral sensível.
Esse pedido foi protocolado em um inquérito que investiga a possível utilização de recursos de emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação ganhou novo impulso após a PF receber documentos e equipamentos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo, relacionados a envolvidos na produção do longa durante uma operação em junho.
O ministro Flávio Dino mencionou uma reunião privada ao discutir a decisão que afastou stf-sobre-afastamento-de-andrei-rodrigues" class="keyword-link" data-keyword="andrei rodrigues">Andrei Rodrigues do cargo. Ele ressaltou que o pedido do partido Novo apresentava problemas e questionou a competência do plenário, além de apontar os riscos que isso poderia trazer para investigações em curso.
Em seu recurso, Andrei defendeu que sua remoção poderia impactar a formação da equipe que lidaria com o caso e atrasar a análise dos materiais coletados. Dino, ao resumir os argumentos, afirmou: “O seu afastamento do cargo de Diretor-Geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”.
Andrei também ligou sua saída ao contexto eleitoral, afirmando que isso teria consequências sobre o funcionamento da PF e sobre a necessidade de manter a normalidade institucional, que é de interesse público.
Na quarta-feira (9), Dino aceitou os argumentos apresentados, apenas um dia após André Mendonça determinar a saída de Andrei da direção-geral e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação. Em sua decisão, o ministro destacou a possibilidade de “danos irreparáveis” a processos que estavam sob sua análise e determinou a reintegração imediata de ambos os delegados. “Com o objetivo de impedir a produção de danos irreparáveis a processos submetidos à minha relatoria, defiro a tutela provisória”, escreveu ele.
Além disso, o ministro enfatizou que a nomeação do diretor-geral da PF é uma prerrogativa do presidente da República, ordenando assim o restabelecimento total das funções de Andrei e Almada. Com isso, ambos retornaram aos seus postos, enquanto a polêmica sobre os afastamentos continua a ser debatida no Supremo.
