Zema Critica STF e Política Externa, Promete Superpresídio
Em Montes Claros, Zema inicia campanha presidencial com críticas ao STF e Lula, e propõe construção de superpresídio para líderes de facções.
Reprodução Redes Sociais
16/08/2026, 13h52 Atualizado 16/08/2026, 13h52
O candidato à presidência, Romeu Zema, do partido Novo, deu o pontapé inicial em sua campanha eleitoral em Montes Claros, no norte de Minas Gerais. Durante seu discurso, o ex-governador fez críticas contundentes aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), à política externa do governo Lula e anunciou a intenção de construir um superpresídio no Norte do Brasil para abrigar líderes de facções criminosas.
"O problema do Brasil é que bandido fica solto. Nossa Polícia Militar faz seu trabalho, mas a Justiça solta. Vamos mudar essas leis. Precisamos colocar atrás das grades quem comete crimes graves, como estupro e homicídio, e que atualmente está solto, causando sofrimento às pessoas de bem", declarou Zema.
O candidato não poupou críticas à política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição. Segundo ele, Lula é responsável pelo aumento das tarifas dos produtos brasileiros nos Estados Unidos.
"Esse governo está se relacionando de forma negativa com muitos países, começando pelos Estados Unidos. Questionar o dólar como moeda é um erro; mudar para euro ou yuan não vai resolver nossos problemas. E essa aproximação com nações que não são democráticas, como Cuba, Irã e Venezuela, só traz consequências ruins. Depois, reclamam das sanções americanas", argumentou.
Mais cedo, Zema havia postado um vídeo em suas redes sociais, onde uma imagem gerada por inteligência artificial mostra um avião de papel que cruza o país até pousar em uma mesa no Congresso Nacional, onde um fantoche de Lula se encontra. O papel trazia a mensagem provocativa: "Lugar de intocável é na cadeia! Tô chegando... Zema". Ao ler a mensagem, o fantoche demonstrou desconforto, amassando o papel.
Durante seu discurso, Zema também fez críticas indiretas aos ministros do STF. "O Brasil não é um país fracassado, mas sim um país roubado. Políticos enriquecem cada vez mais, enquanto o povo se empobrece. O brasileiro nunca esteve tão endividado, enquanto o governo bate recordes de arrecadação", disse ele, referindo-se a um contrato de R$ 129 milhões vinculado ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master.
Ele mencionou que responde "com orgulho" a um processo de calúnia movido pelo ministro Gilmar Mendes. "Criamos, no Brasil, uma nova casta, a dos intocáveis. Estão em Brasília, achando que estão acima da lei, se considerando donos do governo, do Estado e da nação. Sou o candidato que mais denuncia essas injustiças e, mesmo respondendo a esse processo, não tenho medo de continuar falando, porque não tenho rabo preso", afirmou.
Na parte da manhã, Zema participou de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, localizada no centro de Montes Claros. Com 437 mil habitantes, essa cidade é a maior da região e se destacou como um dos municípios que mais se desenvolveu durante a gestão do ex-governador.
Em 2022, Zema obteve 56% dos votos em Montes Claros. Segundo sua assessoria, a escolha da cidade se deve à sua admiração por Humberto Souto, ex-prefeito e ex-deputado local.