Zelenskyy: Ucrânia precisa de adesão real à UE, não simbólica
O presidente ucraniano pede uma integração plena na UE, destacando a importância de valores europeus compartilhados após novo pacote de apoio financeiro.

Com um empréstimo de impressionantes 90 mil milhões de euros destinado à Ucrânia e a nova rodada de sanções contra a Rússia finalmente aprovada, a cimeira informal em Chipre começa a redirecionar suas atenções para o veto da Hungria à adesão da Ucrânia à União Europeia. Na quinta-feira, Volodymyr Zelenskyy foi enfático: a Ucrânia não busca uma adesão simbólica, mas quer ser parte integrante do bloco. Ele deixou claro que "a Ucrânia não precisa de uma adesão simbólica à UE". O presidente ucraniano enfatizou que o país está lutando pelos "valores europeus partilhados" e, portanto, merece um assento à mesa como membro de pleno direito.
Desde julho de 2024, a adesão da Ucrânia à UE está estagnada, quando a Hungria impediu a abertura de grupos de negociação. António Costa, presidente do Conselho Europeu, destacou que a UE já deu passos significativos em direção a uma paz duradoura na Ucrânia e sublinhou a importância de abrir o primeiro grupo de negociações para a adesão. Por outro lado, a primeira-ministra da Estónia, Kristen Michal, manifestou um certo otimismo sobre um "novo começo" nesse processo de adesão. Porém, é importante notar que outros líderes da UE têm alertado sobre a necessidade de não se tomar atalhos nesse trajeto.


