Zelenskyy: EUA continuam enviando armas à Ucrânia em meio à guerra
O presidente ucraniano destaca o fornecimento contínuo de armamentos dos EUA, mesmo com o conflito no Irã, e os impactos dos ataques à Rússia.

O fornecimento de armas dos Estados Unidos à Ucrânia segue firme, mesmo com a guerra no Irã, conforme destacou o presidente Volodymyr Zelenskyy em uma coletiva na quinta-feira. Ele mencionou que os ataques de longo alcance continuam a atingir a produção de petróleo e as fábricas russas. "Estamos atacando o que realmente causa dor à Rússia, e isso é bastante significativo", declarou Zelenskyy aos jornalistas.
O líder ucraniano salientou que as perdas da Rússia devido a esses ataques já somam dezenas de bilhões de dólares. Embora não seja possível verificar de maneira independente as afirmações de Zelenskyy, as autoridades russas relataram que os ataques atingiram infraestruturas localizadas a mais de 1.000 quilômetros dentro do território russo.
Enquanto Moscovo avança com a invasão em larga escala iniciada em 2022, a Ucrânia tem recorrido à sua tecnologia de drones e mísseis desenvolvidos internamente para realizar ataques no território russo. Além disso, o exército ucraniano está utilizando sistemas de defesa aérea Patriot, fabricados nos Estados Unidos, para proteger seu território dos mísseis russos. "Nossos adversários não mostram sinais de querer parar – continuam a atacar nosso setor energético e nossa população. Portanto, nós vamos reagir", afirmou Zelenskyy.
Em relação aos impactos da guerra, um ataque de drones russos à cidade de Dnipro resultou na morte de três pessoas e deixou outras dez feridas, conforme informou Oleksandr Hanzha, chefe da administração militar regional. O ataque danificou um edifício de 13 andares e um prédio administrativo, como reportado por Hanzha em uma mensagem no Telegram.
Além disso, o ministério da Defesa da Rússia anunciou que suas defesas aéreas interceptaram 154 drones ucranianos em várias regiões, incluindo a península da Crimeia, o Mar de Azov e o Mar Negro. Na região de Krasnodar, na costa russa do Mar Negro, 276 bombeiros do porto de Tuapse estão combatendo um incêndio de grandes proporções, resultado de um ataque de drone ucraniano no início da semana. O material tóxico do incêndio foi trazido pela chuva, cobrindo vários bairros de Tuapse com uma camada escura de sujeira, conforme informou o quartel-general de emergência regional. As autoridades alertaram que a concentração de produtos químicos no ar ultrapassou os níveis seguros e recomendaram que os moradores permanecessem em casa.
Em Kiev, a resistência dos ucranianos à invasão russa recebeu mais uma vez elogios, desta vez do Príncipe Harry, que chegou à cidade na quinta-feira para sua terceira visita no último ano. Ele destacou que os ucranianos demonstraram "força não apenas em bravura e capacidade, mas também em unidade e confiança". O Príncipe Harry enfatizou que a Ucrânia "continua a se manter unida e precisa permanecer assim". Após uma viagem noturna da Polônia, que é atualmente a única forma de chegar à capital ucraniana, ele desembarcou na estação principal de Kiev. Resta saber se ele terá a oportunidade de se encontrar com Zelenskyy, que no momento se encontra em Chipre para participar de uma conferência.