Xi e Kim Jong Un: Cooperação Bilateral em Pyongyang, 2026

Encontro histórico entre líderes marca o retorno da China à Coreia do Norte após sete anos, destacando a importância da parceria estratégica.

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Xi e Kim Jong Un: Cooperação Bilateral em Pyongyang, 2026
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Na manhã desta segunda-feira, 8 de junho de 2026, o presidente da China, Xi Jinping, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, se encontraram em Pyongyang. Este foi um momento marcante, pois Xi não visitava o país há sete anos. A cúpula foi uma oportunidade para ambos reafirmarem o desejo de aprofundar a cooperação bilateral. Na prática, essa visita é vista como uma estratégia de Pequim para consolidar sua influência sobre seu aliado socialista, especialmente em um contexto de competição com os Estados Unidos e uma aproximação crescente entre Pyongyang e Moscou.

A recepção que Xi recebeu na capital norte-coreana foi impressionante, com uma cerimônia oficial, uma guarda de honra militar e milhares de cidadãos se reunindo na praça central da cidade.

Durante o encontro, o presidente chinês destacou a importância de expandir a colaboração em diversas áreas, como comércio, agricultura, construção e tecnologia. Ele também enfatizou a necessidade de uma coordenação estratégica mais forte para proteger a soberania e a segurança de ambos os países.

Kim, por sua vez, frisou que a visita de Xi simboliza a relação “inquebrável” entre a Coreia do Norte e a China, descrevendo o fortalecimento dos laços como uma “escolha estratégica imutável” para Pyongyang.

No entanto, é importante notar que essa viagem transcende a mera relação bilateral. Segundo Kwak Gil Sup, diretor do One Korea Center, Xi está buscando reafirmar a influência da China sobre a Península Coreana, ao mesmo tempo que tenta solidificar seu papel de liderança no Nordeste Asiático, especialmente em um momento de rivalidade com os Estados Unidos.

Além disso, analistas sugerem que uma maior influência sobre Pyongyang pode beneficiar a posição de Pequim em futuras negociações com Washington.

A China continua sendo a principal parceira econômica e diplomática da Coreia do Norte, e o comércio entre os dois países já retornou aos níveis anteriores à pandemia em 2025. Neste ano, voos diretos e serviços ferroviários de passageiros foram retomados.

Kwak ainda acredita que Xi pode apresentar novos pacotes de ajuda econômica, que podem incluir alimentos, fertilizantes e até mesmo a retomada do turismo chinês, além de projetos conjuntos. Entretanto, Leif-Eric Easley, professor na Universidade Ewha Womans, em Seul, pondera que Pequim tende a evitar pressões públicas sobre a desnuclearização da Coreia do Norte, tratando esse assunto como um objetivo de longo prazo, algo que, evidentemente, interessa a Pyongyang.

Vale lembrar que esse encontro acontece em um momento crítico, com o programa nuclear norte-coreano avançando rapidamente. Na semana passada, Kim inaugurou uma nova instalação para a produção de materiais nucleares, prometendo expandir as capacidades atômicas do país em “ritmo exponencial.” O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, alertou que a Coreia do Norte é capaz de produzir material suficiente para entre 10 a 20 bombas nucleares anualmente e está perto de aperfeiçoar sua tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais.

Atualizado há menos de 1 hora

A visita de Xi Jinping a Pyongyang ocorre em um contexto de intensa atividade diplomática para Pequim, que recentemente recebeu líderes como o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin. As conversações entre Xi e Kim refletem a crescente incerteza regional e a evolução da posição da Coreia do Norte no equilíbrio de poder no Nordeste Asiático. Durante o encontro, Xi apelou a uma cooperação reforçada na diplomacia, na aplicação da lei e nas trocas militares.

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