Wall Street Cai com Queda das Ações da Alphabet e Impactos no Mercado
Wall Street recuou esta quinta-feira, após uma queda superior a 4% da Alphabet arrastar os principais índices e abalar ativos do bitcoin aos metais preciosos.

A queda acentuada da Alphabet, empresa-mãe da Google, impactou fortemente a bolsa norte-americana nesta quinta-feira. Durante a sessão, as cotações do bitcoin, da prata e do ouro também registraram recuos. Além disso, as yields no mercado obrigacionista mostraram um movimento de baixa, especialmente após a divulgação de dados preocupantes sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos.
Queda nos Índices de Wall Street
O índice S&P 500 apresentou uma queda de 1,2%, caminhando para a sexta sessão consecutiva de perdas, em um período em que apenas uma das últimas sete sessões havia sido positiva, após ter alcançado um pico histórico. O Dow Jones Industrial Average, por sua vez, recuava 606 pontos, ou 1,2%, por volta das 10h45 em Nova Iorque, enquanto o Nasdaq Composite mostrava uma queda de 1,5%.
Impacto da Alphabet no Mercado
A Alphabet foi, sem dúvida, o principal fator negativo no mercado, caindo 4,3%. Isso ocorreu mesmo com a empresa e outras companhias apresentando lucros trimestrais que superaram as expectativas dos analistas. Um ponto interessante é que a Alphabet informou que seus gastos com equipamentos e outros investimentos poderiam dobrar neste ano, alcançando aproximadamente 180 bilhões de dólares (152 bilhões de euros). Essa estimativa ficou bem acima do que os analistas previam, que era em torno de 119 bilhões de dólares (100,5 bilhões de euros), conforme dados da FactSet.
Dados Preocupantes do Mercado de Trabalho
No que diz respeito ao mercado da dívida, as rendibilidades dos Treasuries caíram depois que um relatório revelou que o número de trabalhadores americanos solicitando subsídio de desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada, sinalizando uma possível aceleração nos despedimentos. Enquanto alguns economistas acreditam que esse aumento pode ser apenas uma flutuação estatística, ressaltando que os números ainda estão relativamente baixos em comparação com a história, outro relatório trouxe más notícias.
As empresas dos EUA anunciaram 108.435 cortes de postos de trabalho no mês passado, segundo a consultoria Challenger, Gray & Christmas. Esse é o maior número mensal desde outubro e o pior para janeiro desde 2009. Além disso, um terceiro relatório do governo dos EUA indicou que, em dezembro, os empregadores anunciaram menos vagas de emprego em comparação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado, sendo este o número mais baixo em mais de cinco anos.
Expectativas para a Reserva Federal
Diante de um cenário de fragilidade no mercado de trabalho, há a possibilidade de que a Reserva Federal decida cortar as taxas de juros para estimular a economia, mesmo sabendo que isso pode agravar a inflação. As rendibilidades das obrigações do Tesouro caíram em resposta a essa expectativa. A taxa das obrigações do Tesouro a 10 anos, por exemplo, desceu para 4,21%, em comparação aos 4,29% registrados no final de quarta-feira.
Movimentos nos Mercados de Commodities
Os mercados de matérias-primas também apresentaram movimentos acentuados. O preço da prata despencou 13,3%, em uma oscilação brusca que se seguiu a um período de forte valorização que havia sido interrompido na semana passada. O ouro, por outro lado, desvalorizou 2,3%, sendo cotado a 4.838,80 dólares (4.087,50 euros) por onça. Esse metal precioso tem enfrentado oscilações significativas nos últimos tempos, especialmente após praticamente dobrar de preço em um ano. Recentemente, chegou a se aproximar dos 5.600 dólares (4.729,70 euros) antes de recuar para menos de 4.500 dólares (3.800,70 euros) na Ouro em alta: Dólar em queda e Trump minimiza impacto segunda-feira.
