Votação sobre jornada 6x1 pode impactar eleições, diz líder do Senado

Senadora Teresa Leitão destaca a urgência das PECs em meio a um cenário eleitoral decisivo para o governo Lula.

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PEC 6X1: Efeitos Eleitorais e Urgência nas Votações

A senadora Teresa Leitão (PT-PE), atual líder do governo no Senado, enfatizou em entrevista ao g1 a relevância das votações programadas para esta semana no Congresso Nacional. Este período é crucial, pois marca a última semana de trabalho antes das eleições de outubro.

O governo está focado em aprovar duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs): uma que visa o fim da jornada de trabalho 6x1 e outra que propõe novas diretrizes para a política de segurança pública. Além disso, articulações estão em andamento para garantir a aprovação do projeto de lei que estabelece um marco legal para os minerais críticos e terras raras.

Teresa Leitão, a primeira mulher a liderar o governo no Senado, assumiu o cargo recentemente, sucedendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a posição após ser envolvido em uma operação da Polícia Federal relacionada a fraudes no Banco Master.

A senadora chegou à liderança em um momento desafiador, logo após o presidente Lula enfrentar uma de suas maiores derrotas no Senado: a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a conversa, ela mencionou o desgaste nas relações entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas garantiu que não houve uma ruptura.

g1: Há muitas pautas importantes para o governo e apenas uma semana de trabalho. Será que dá tempo?

Teresa Leitão: Acredito que sim.

Temos propostas que vêm sendo discutidas há um bom tempo. Além das três já mencionadas — a PEC do fim da jornada 6x1, a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei dos minerais críticos e terras raras — também adicionamos mais duas que são urgentes devido ao prazo de caducidade: a Medida Provisória das Blusinhas e o projeto do Redata, que regulamenta a implantação de data centers.

g1: A pauta do Congresso ganhou ritmo nas últimas semanas, especialmente após a reaproximação entre o presidente Lula e o presidente Alcolumbre. Qual foi o seu papel nessa articulação?

TL: Quando o presidente Lula me chamou, deixou claro o que esperava de mim: uma atuação estratégica focada nas três medidas principais — o fim da jornada 6x1, a PEC da Segurança Pública e as terras raras.

Desde o início, concentrei meus esforços nisso. Na minha primeira reunião com ele, e também na primeira com Alcolumbre, propus a necessidade de uma conversa, pois acreditava que era a única maneira de resolver as questões.

Sempre defendi que a relação institucional deve ser priorizada e tenho confiança nesse aspecto. Especialmente no que diz respeito ao presidente Lula, pela posição que ocupa e pelo seu perfil.

Lula é um homem que valoriza o diálogo e acredita na conversa. E com Alcolumbre, a mesma filosofia se aplica.

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