Você sabia que carro elétrico tem câmbio? Descubra agora!
Entenda como funciona a transmissão dos carros elétricos e suas particularidades em relação aos modelos a combustão.
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O carro elétrico está cada vez mais presente na rotina das pessoas. No entanto, mesmo com esse crescimento nas frotas e nas ruas do Brasil, algumas perguntas continuam a deixar muitos sem resposta. Por exemplo: esses veículos têm câmbio? E quantas marchas possuem? O CT Auto já adianta que, ao contrário dos modelos com motor a combustão, que contam com transmissões manuais ou automáticas com várias relações, a maioria dos elétricos acelera de forma contínua, sem interrupções perceptíveis na entrega de potência. Isso significa que, na prática, eles geralmente têm marcha única.
É compreensível que essa característica leve muitos a pensar que os carros elétricos não têm câmbio. No entanto, essa afirmação não é totalmente precisa. Embora a maior parte dos modelos utilize apenas uma relação de transmissão, ainda há um conjunto mecânico que transmite a força do motor para as rodas. A diferença está na simplicidade desse sistema, e é isso que vamos explorar mais a fundo.
Como mencionamos antes, ao contrário dos carros a combustão, o motor elétrico opera em uma faixa de rotação muito mais ampla. Enquanto um motor a gasolina ou etanol precisa de várias marchas para se manter na faixa ideal de torque e potência, um motor elétrico é eficiente em baixas rotações e, em alguns casos, pode chegar a mais de 15 mil rpm. Por essa razão, a solução mais comum entre os fabricantes de carros elétricos é o uso de um redutor de velocidade com relação fixa, conhecido como transmissão de velocidade única.
De acordo com a SAE International, essa configuração ajuda a reduzir perdas mecânicas, diminui a complexidade do sistema e melhora a eficiência energética da tração. O ponto aqui é que isso se traduz em menos componentes sujeitos a desgaste. Não há embreagem, conversor de torque ou trocas constantes de engrenagens durante a condução, o que resulta em acelerações lineares, respostas imediatas ao acelerador e menor necessidade de manutenção ao longo da vida útil do veículo.
Além disso, essa simplicidade contribui para reduzir ruídos e vibrações, características que diferenciam a experiência ao volante de um carro elétrico.
Vale mencionar que, embora a transmissão de marcha única seja a norma, existem algumas exceções. Modelos de alto desempenho, como o Porsche Taycan, utilizam uma transmissão de duas velocidades no eixo traseiro. A primeira marcha permite acelerações mais intensas em baixas velocidades, enquanto a segunda reduz a rotação do motor em altas velocidades. No entanto, essa configuração ainda é uma exceção na indústria. Fabricantes como BYD, GWM, Volvo, Chevrolet, Hyundai, Kia e Tesla, por exemplo, predominam com transmissões de relação única em seus modelos elétricos.
Dessa forma, é compreensível que muitas pessoas, até lerem este conteúdo do CT Auto, ainda se perguntem como funciona o câmbio dos carros elétricos.
