Ventania intensa no Brasil: Meteorologistas descartam El Niño
Especialistas esclarecem que ventos fortes não estão ligados ao fenômeno El Niño, apesar de expectativas de sua intensificação em 2026.
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Na tarde desta quarta-feira, 30 de julho de 2026, ventos intensos causaram sérios estragos e até mesmo mortes nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Uma estação meteorológica na capital fluminense registrou ventos que atingiram impressionantes 105 km/h.
Suellen Araujo, especialista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esclareceu que essa situação climática se deve à formação de uma zona de baixa pressão atmosférica. O coordenador do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, complementou que as rajadas de vento foram geradas por uma linha de tempestades associada a uma frente fria no Sul do Brasil.
Apesar da gravidade do evento, tanto Suellen quanto Marcelo reforçaram que não é possível estabelecer uma conexão direta entre esses ventos e o fenômeno El Niño. Contudo, é importante mencionar que há expectativas de que o El Niño se manifeste de forma mais intensa neste ano. Para que essa relação entre os ventos e o El Niño seja confirmada, mais estudos serão necessários.
Atualizado há 1 hora
Para especialistas em clima e meio ambiente, o fenômeno expôs, mais uma vez, que as cidades brasileiras não estão preparadas para lidar com eventos climáticos extremos. A preocupação é ainda maior com a previsão de que, ao longo do segundo semestre deste ano, o país sofra com impactos de intensidade moderada a muito forte por causa do fenômeno El Niño.
No Rio de Janeiro, os alertas sobre ventos fortes foram emitidos pouco tempo antes do início do fenômeno na quarta-feira (29). O que levantou questionamentos sobre a eficácia do monitoramento meteorológico e da comunicação à população.
